Decadência
O Partido Comunista do Brasil já foi um importante movimento político, que agrupou um setor de vanguarda operária. Hoje, no entnato, se coloca a reboque da esquerda pequeno-burgues
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Membros do PCB com Boulos, em 2018, quando apoiaram sua candidatura à presidência | Foto: PCB oficial

O Partido Comunista Brasileiro (PCB), mais antiga legenda da esquerda brasileira, demonstra nessas eleições municipais o resultado de sua evolução direitista, acentuada com o golpe de Estado.

Evidenciam-se as consequências de não ter desenvolvido uma análise marxista real da luta de classes e dos fenômenos políticos que se desenvolvem no Brasil e no mundo. O antigo “partidão” está em franca decadência política. Já não tem mais jornal, política e nem presença no cenário. A sua última contribuição para o cenário foi a apresentação do youtuber pseudo-marxista e amigo do conservador Caetano Veloso, Jones Manoel.

A decadência se torna evidente ao observarmos que o partido lançou candidatura própria em apenas uma capital no país inteiro. Em várias outras onde ainda tem alguma presença, ele declarou apoio no candidato do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), tornando-se, na prática, uma sublegenda desse partido, defensor da frente ampla com a burguesia golpista.

Essa situação demonstra a dificuldade que o PCB tem tido em desenvolver uma política própria no último período. No período anterior ao golpe de estado de 2016, procurava sempre realizar coligações com o Partido dos Trabalhadores. Enquanto o PT era “querido” pela burguesia, também era desejado pelo PCB. Um exemplo disso é a sua participação na candidatura de Lula de 2002, a primeira a ser eleita, com apoio e vigilância da burguesia. Na chapa, o vice de Lula era ninguém mais, ninguém menos que José de Alencar, um empresário brasileiro e filiado ao direitista Partido Liberal (PL).

No entanto, a partir do momento em que o PT passou a estar sob a mira de uma violenta campanha golpista da burguesia, o Partido Comunista Brasileiro deixou de apoiá-lo, tendo alguns de seus quadros, como o já citado Jones Manoel, serecusado a lutar contra o golpe de estado. O partido chegou ao ponto de, em 2018, apoiar a candidatura oportunista de Guilherme Boulos para a presidência, enquanto se travava uma intensa luta pela liberdade de Lula e pelo lançamento da sua candidatura, representativa do movimento operário e da luta contra o golpe.

Nestas eleições de 2020, da mesma forma, o PCB opta por mergulhar de cabeça na campanha do partido do solzinho. Em São Paulo, novamente, na campanha de Guilherme Boulos, que recebe os afagos de setores da burguesia que querem usá-lo como instrumento de torpedeamento da candidatura do PT, para  auxiliar a vitória do principal candidato do golpe na cidade.

É preciso salientar que estar a reboque do PSOL é, na verdade, estar a reboque da política da esquerda pequeno-burguesa direitista que defende a frente com setores abertamente golpistas como FHC, Rede Globo, PSD, PSDB, DEM etc.. Uma política capituladora, que se coloca, inclusive em aliança com golpistas e que tem características extremamente reacionárias. Para um partido que se diz “comunista” não tem nada mais contraditório do que se encontrar nessa situação.

O PCB, que outrora já fora um partido que, independente de certos erros e confusões, reunia stores da vanguarda da classe operária, hoje se encontra entregue a uma política pequeno-burguesa, pautada por problemas identitários e que defende, na prática, a frente ampla.

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