O carnaval do fora Bolsonaro

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Pouco antes de iniciar o carnaval, foi assinalado aqui nesse Diário o desenvolvimento da “tendência cada vez mais presente no povo brasileiro de se mobilizar e se manifestar contra o governo ilegítimo de Jair Bolsonaro e seus ataques contra os explorados”, sobre o que foi apontado vários exemplos.
Da mesma forma, no programa Análise Política da Semana, do canal Causa Operária TV do primeiro dia de carnaval, o companheiro Rui Costa Pimenta, presidente nacional do PCO, destacou que havia
uma evolução na intensidade da manifestação política no carnaval” em relação aos significativos protestos ocorridos nos dois últimos anos, depois do golpe de Estado que derrubou a presidenta DIlma Rousseff, em 2016, assinalando que “o que a gente vê em todos os lugares é que o lema oficioso do carnaval é o ‘Fora Bolsonaro'[…] é um indício muito forte do crescimento da oposição ao governo, da oposição à extrema-diretira, da oposição à todas essas reformas”, o que – destacou, evidencia que estamos “visivelmente nós estamos entrando numa nova etapa política, no quadro da “eleição do Bolsonaro”, e essa nova etapa política aponta um enfrentamento muito grande das massas contra o governo”
O transcurso do dias do “reinado de Momo” desenvolveram amplamente essa tendência de evolução à esquerda e confirmaram, ipsis litteris, esses prognósticos.
De norte à Sul do País não ecoaram ecoaram os gritos de “fora Bolsonaro”, sob as mais diversas formas (destacadamente: “ei Bolsonaro, vai tomar…”) expressando um nível muitíssimo elevado da revolta  popular contra o atual governo golpista e todo o regime e seus ataques contra a imensa maioria da população.
Não só Bolsonaro foi alvo de um intenso repúdio popular, como também o carnaval teve expressões muito ampla contra os mais variados aspectos do atual regime político e todas as suas alas, das homenagens ao presidente Lula e outras vítima do regime golpista até cantos, desfiles etc. de protesto contra a reforma da Previdência; contra a repressão policial; contra a perseguição aos professores (“escola com fascismo”), contra a tentativa da direita de apresentar uma falsa história em que se destacariam possíveis méritos da ditadura militar. Tomado de conjunto, quase não ficou nada (se é que ficou) sem ser devidamente criticado.
Como ensina o samba da Estação Primeira de Mangueira desse ano, “na luta é que a gente se encontra” e o povo se encontrou nas ruas e bradou “Fora Bolsonaro. Fora todos eles”, fora com a politica dos golpistas contra o povo.
O povo gritou, se fantasiou, portou faixas, camisetas e cartazes com essa mensagem clara, se opondo à covardia politica da imensa maioria das direções da esquerda burguesa e pequeno burguesa que encontra-se ainda assustada com o crescimento da esquerda (resultado da tendência à polarização) ou em processo de capitulação e conciliação com o governo golpista.
É preciso analisar e, mais ainda, desenvolver  esta tendência organiza-la, dar-lhe – cada vez mais, forma consciente. Seja por meio do fortalecimento e ampliação das novas e diversas organizações de luta formadas para lutar contra o golpe, como é o caso – principalmente – dos comitês de luta pela liberdade de Lula, Lula Livre e outros, seja avançando no fortalecimento da vanguarda consciente desse movimento de luta contra o golpe (desde o primeiro momento), o Partido da Causa Operária e da  luta contra  as posições conciliadoras no interior de todas as organizações dos explorados.
No terreno da ação politica, ampliar a mobilização nas ruas, no 8 de março, no Dia Internacional de Luta da Mulher Trabalhadora e no dia 22 de março, convocado como um Dia Nacional de Lutas contra a “reforma” da Previdência
Nestas e em outras lutas apontar para o caminho em torno da centralização da luta contra o regime, por meio da defesa da liberdade de Lula e de todos os presos políticos e da defesa do Fora Bolsonaro e de todos os golpistas.