Decadência
Apenas na América Latina e Caribe, 27,5 milhões de pessoas (4,2% da população) ficarão miseráveis em 2020.
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O capitalismo é uma fábrica de miseráveis. | Foto: Marcus Nunes

O Banco Mundial divulgou um estudo nesta quarta-feira (7) e estimou que a pobreza extrema crescerá em 2020.

Segundo estimativas do próprio Banco Mundial divulgadas nesta quarta-feira (7), apenas na América Latina e Caribe, 27,5 milhões de pessoas (4,2% da população) entrarão para a pobreza extrema em 2020, o que significa para a organização viver com menos de US$ 1,90 por dia (R$10,68 na cotação atual).

Para uma pessoa estar em situação de extrema pobreza seria preciso, portanto viver com uma renda que ficaria em torno de R$ 300,00 mensais. A própria noção de pobreza extrema aqui já é um escândalo completo.

Ainda de acordo com o Banco Mundial, a pobreza extrema em 2020 cresceria pela primeira vez e mais de duas décadas. Os estudos indicam que as pessoas nessa condição serão algo entre 9,1% e 9,4% da população global em 2020 (Relatório Pobreza e Prosperidade Compartilhada).

O Banco Mundial afirma que os conflitos militares e também as mudanças climáticas teriam provocado uma “desaceleração nos avanços para reduzir a pobreza no mundo”.

A pandemia da COVID-19 seria crucial para levar mais de 150 milhões de pessoas à miséria até 2021, ”dependendo da severidade da contração econômica”, diz o Banco Mundial.

Apenas em 2020, segundo o Banco Mundial, entre 88 milhões e 115 milhões estará na extrema pobreza, o que resulta em 9,1% ou 9,4% da população global.

“Sem a pandemia” a previsão do organismo internacional era de que 7,9% da população do mundo em 2020 vivessem na absoluta pobreza.

Para o Presidente do Banco Mundial, David Malpass, para reverter o “sério revés” contra a redução da pobreza, os países precisariam se preparar para uma “economia distinta”, ao “permitir que capital, trabalho, habilidades e inovações se desloquem para novos negócios e setores”. Seja lá o que isso significa na prática.

Sobre a retomada econômica mundial esta viria, nas palavras do presidente do Banco Mundial David Malpass, através de um “crescimento sustentável e inclusivo” (sic).

“A pandemia e a recessão global podem fazer com que mais de 1,4% da população mundial caia na extrema pobreza. Para reverter esse sério revés para o progresso do desenvolvimento e da redução da pobreza, os países precisarão se preparar para uma economia diferente pós-Covid-19, permitindo que capital, trabalho, habilidades e inovação entrem em novos negócios e setores”, disse Malpass.

 

Imperialismo: fase atual e superior do capitalismo

 

A fase atual do capitalismo é de um capitalismo monopolista e, portanto, como regime em si este precisa para continuar existindo impor a toda a população mundial a pobreza e a miséria.

É preciso privar a população de seus direitos mais básicos, criando um exército de mão de obra de reserva de prontidão para ser explorada pelas grandes companhias controladas nesta atual etapa majoritariamente pelo processo de financeirização da economia. Ou seja, os bancos.

Lênin em sua obra “Imperialismo: Estágio Superior do Capitalismo” nos diz o seguinte:

“A operação fundamental e inicial que os bancos realizam é a de intermediários nos pagamentos. É assim que eles convertem o capital-dinheiro inativo em capital ativo, isto é, em capital que rende lucro; reúnem toda a espécie de rendimentos em dinheiro e os colocam è disposição da classe capitalista.

À medida que os bancos se desenvolvem e se concentram num número reduzido de estabelecimentos, eles convertem-se de modestos intermediários que eram, em monopolistas onipotentes que dispõem de quase todo o capital-dinheiro do conjunto dos capitalistas e de pequenos patrões, bem como da maior parte dos meios de produção e das fontes de matérias-primas de um ou de muitos países. Esta transformação dos numerosos intermediários modestos num punhado de monopolistas constitui um dos processos fundamentais da transformação do capitalismo em imperialismo capitalista, e por isso devemos deter-nos, em primeiro lugar, na concentração bancária”.

Deste modo “a dominação do capital financeiro, em vez de atenuar a desigualdade e as contradições da economia mundial, o que faz é acentuá-las”. Por consequência, “o monopólio que se cria em vários ramos da indústria aumenta e agrava o caos próprio de toda a produção capitalista em seu conjunto”.

A extrema pobreza é assim apenas uma face mais escancarada e nítida desta condição de concentração de riqueza e de absoluto controle da economia pelos monopólios controlados por sua vez pelos poucos grupos financeiros que dominam a circulação de dinheiro e o acesso ao crédito.

Grosso modo, vem daí a necessidade de se precarizar a qualidade de vida de toda população para garantir os níveis de lucratividade dos capitalistas do atual estágio deste sistema excludente por si. A única saída possível para os trabalhadores deste atual estágio é justamente a destruição deste sistema capitalista e a sua substituição pelo socialismo.

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