Crise humanitária
Estado do Amazonas é um dos mais afetados pela crise do coronavírus.
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Sem qualquer preparo, sistema de saúde entra em colapso. Imagem: Bruno Kelly/Reuters |

O sistema de saúde do estado do Amazonas já entrou em colapso devido a crise pandêmica do novo coronavírus. Sob a política única do “não saia de casa”, a população pobre morre diariamente sem qualquer fornecimento de saúde básica.

O estado atingiu o colapso quando nesta semana após novos picos de coronavírus, todos os ventiladores mecânicos e leitos UTI foram ocupados na região, de acordo com informações da revista exame.

São 899 casos em todo estado, sendo apenas em Manaus 800. Contudo, apenas por esses número é fácil perceber a subnotificação dos mesmos. O governo culpa o povo, quando na realidade é o estado que nada faz, deixando a população a mercê da pandemia.

Supostamente, de acordo com as “autoridades” a culpa seria das senhoras que colocam “cadeiras na rua em frente às suas casas” como também as “filas nos bancos”. Esta declaração cínica revela pontos essenciais dessa crise, que denunciam a situação tanto no Amazonas como em todos os estados da federação.

O governo ao culpar o povo com a política de isolamento, busca mascarar a total falta de política real para o combate ao coronavírus. Como também, sua não vontade em fornecer ao povo os materiais de saúde necessários bem como a estrutura hospitalar que possa atender os contaminados.

Nesta quinta-feira, foram 141 mortos no país, um novo recorde. O total do estado do Amazonas é de 40, com os casos dobrando a cada 48 horas.

Toda esta situação sobrecarrega os já destruídos hospitais, sobretudo da cidade de Manaus, que centraliza praticamente todo o atendimento da região. Por enquanto, os testes são feitos apenas na capital e a proliferação da doença não atingiu ainda níveis catastróficos no interior, porém, se isto ocorrer estaremos prestes a presenciar uma crise de tipo humanitária no estado.

Se a capital nada tem a fornecer ao povo, quem dirá as pobres cidades do interiores. Sendo parte desta a população indígena, que pesquisadores já alertam da necessidade urgente de proteção, pois correm sérios riscos de serem dizimados pela pandemia, devido a falta de acesso a estruturas médicas necessárias.

Frente a esta situação de colapso geral e total descaso dos governantes, a esquerda brasileira precisa se postar em defesa do povo pobre e massacrado, impulsionando a organização do povo por meio de iniciativas como os conselhos populares, capazes de organizar e desenvolver reivindicações dos trabalhadores, como forma de se mobilizar e enfrentar a crise. Os golpistas de nada farão pelos trabalhadores, que morrerão como moscas.

O governo federal falhou, o governo estadual falhou, e eles não estão planejando fazer nada sobre o assunto. O governador corre atrás de míseros 19 leitos de UTI, que terão o efeito de uma aspirina num buraco de bala. Agora é com o povo, os sindicatos e a esquerda, é preciso agir já.

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