Na São Paulo do PSDB, desemprego já atinge quase 2 milhões e a renda cai

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Da redação – Pesquisa realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese, mostra que de julho a agosto desse ano, aproximadamente 54 mil trabalhadores ficaram sem em emprego na região metropolitana de São Paulo. Isso significa um aumento de 0,4% no número de desempregados em apenas um mês, e os números da pesquisa já mostram que o número total de desempregados chega a 1,923 milhão.

De um mês para o outro, julho para agosto, a taxa de desemprego aumentou na sub-região leste, onde estão localizados municípios como Mogi das Cruzes e Guarulhos (de 19% para 19,8%), e na capital (16,2% para 16,7%).

Isso considerando apenas os dados oficias, pois devemos considerar que um número incontável de trabalhadores vêm ficando sem emprego e acaba buscando renda no trabalho informal e mesmo na criminalidade, visto que as condições de vida da população trabalhadora no país são duramente atacadas pelo governo golpista representado por Temer. Os golpistas vêm destruindo totalmente a economia nacional ao passo em que retiram dos trabalhadores todos os direitos (direitos trabalhistas, previdência, etc.) em nome dos interesses dos burgueses e dos capitalistas estrangeiros.

Quanto a questão da renda, a mesma pesquisa indica que a renda média das pessoas que estão formalmente empregadas caiu 2,1% de junho para julho. Se pegarmos os últimos 12 meses essa queda é ainda maior, e chega a 5,4%. Essa queda na renda pode ser observada em vários setores da economia, desde o setor de serviços e comércio, queda de 8,7%, até o setor industrial, queda de 5,7%, passando pelos autônomos, que tiveram uma perda de 7,1% nos rendimentos.

Trata-se de um reflexo da política do PSDB, que governa São Paulo com mão de ferro há décadas. A política neoliberal tucana, de destruição dos direitos básicos do povo paulista (com Geraldo Alckmin) e paulistano (com João Doria), é a mesma levada a cabo pelo governo golpista de Michel Temer. E Alckmin, como já disse em sua propaganda eleitoral, quer fazer no Brasil inteiro o que fez em São Paulo. Ou seja, privatizar todos os serviços e indústrias e aumentar a exploração do povo, destruindo os direitos trabalhistas, para benefício dos banqueiros imperialistas.

A queda na renda dos trabalhadores, assim como a falta de emprego e o aumento da miséria da população brasileira, são produtos diretos do Golpe de Estado que derrubou ilegalmente a Presidenta Dilma Rousseff em 2016, através de um impeachment. Para superar esse cenário de caos provocado pelos golpistas é preciso que a classe trabalhadora se mobilize e se organize cada vez mais para derrotar o Golpe e os golpistas, o que não ocorrerá nas eleições, e que só pode ser feito através da luta da classe operária nas ruas.