Bolsonaro fascista
É preciso dar nome aos bois para que se haja uma política efetiva de combate contra determinada coisa
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Armelle Enders. Foto: RDV Histoire |

Em matéria publicada na Carta Capital no último dia 1, intitulada “Bolsonarismo é uma ideologia de classe média americanizada, ressentida”, da historiadora francesa Armelle Enders, a mesma defende o presidente imperialista francês, o homem dos bancos europeus, Emmanuel Macron contra as declarações de Bolsonaro à sua mulher, Brigitte Macron que foi insultada pelo presidente brasileiro.

“O bolsonarismo é uma ideologia de classe média americanizada, ressentida. E tem também a personalidade do Macron, um homem culto, o que para o bolsonarismo é uma coisa que instiga a homofobia deles. Cultura é vista como uma coisa feminina, desprezível, de homossexual.”

Na declaração há um problema; o fato de que, ao contrário do que diz a historiadora, o bolsonarismo não é uma ideologia inventada de “uma classe média americanizada, ressentida”. De fato, os bolsonaristas são todos capachos dos Estados Unidos e ressentidos, porém a ideologia bolsonarista é simplesmente uma adaptação brasileira ao fascismo tradicional.

Bolsonaro é um fascista, a maioria dos membros de seu governo também. Assim como os fascistas dos anos 30, a ascensão de Bolsonaro é a consequência da desagregação do regime político democrático-burguês tradicional, que é expresso na polarização política que vive o país.

No mundo todo, vê-se a ascensão de partidos e personalidades de extrema-direita. Bolsonaro é, então, parte de todo um movimento que surge em um momento onde o crescimento do fascismo é favorável: a crise geral do sistema capitalista.

Desta forma, a declaração da intelectual francesa é vazia e revela uma tendência da esquerda pequeno-burguesa de não denunciar o caráter fascista do regime Bolsonaro. Ou melhor, expressa o caráter oportunista da esquerda, pois durante o período eleitoral, em 2018, Bolsonaro era apresentado pela a esquerda como sendo uma profunda ameaça ao povo brasileiro, um verdadeiro fascista, comparável a Hitler – o que de fato ele é. Mas foi simplesmente as eleições acabarem que Bolsonaro e o bolsonarismo virou tudo, menos fascismo. Isso tem como objetivo realizar uma política de colocar Bolsonaro na linha, criticá-lo sem combater de fato.

O fascismo é um instrumento da burguesia para destruir as organizações da classe operária. Desta forma, fica mais claro que o bolsonarismo é o fascismo brasileiro e não mais uma ideologia inventada por acadêmicos. Bolsonaro afirmou que iria “metralhar a petralhada”, isto é, exterminar os militantes do maior partido de esquerda do Brasil. Além disso, falou em “acabar com o socialismo”, que na prática significa aniquilar todas as organizações sociais de luta da população e todo tipo de política social. Dentre outras declarações.

É preciso dar nome aos bois para que se haja uma política efetiva de combate contra determinada coisa. Assim, é preciso deixar muito claro: Bolsonaro e o bolsonarismo são a versão brasileira do fascismo. Apenas deixando isso muito claro será possível demonstrar a verdadeira ameaça que representa o bolsonarismo e, portanto, a necessidade de mobilizar contra ele.

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