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Polêmica

O apóstolo da covardia repudia a violência contra a direita

A esquerda pequeno-burguesa, que se diz combatente contra o fascismo, repudia a expulsão pela esquerda dos infiltrados do PSDB no ato do dia 3 de julho.

Militantes de esquerda se enfrentam com o PSDB na Avenida Paulista – Reprodução

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O youtuber Jones Manoel, do Partido Comunista Brasileiro (PCB), repudiou em publicação em sua conta do Twitter a expulsão pela força dos infiltrados do PSDB no ato do dia 3 de julho, na capital paulista, por parte de militantes de esquerda, dentre eles do Partido da Causa Operária (PCO).

Manoel considera que a reação à tentativa de infiltração dos tucanos no ato é um problema, pois isto pode ser utilizado como “bode expiatório de criminalização dos atos”. Além disso, fala das posturas “ganguistas da seita do Deus Neymar”.

Portanto, é possível deduzir dessas palavras que a política correta é permitir a infiltração dos mercenários do PSDB no ato convocado pela esquerda. Se isso se efetivar, estaremos diante de um novo Junho de 2013, quando a direita sequestrou os atos de rua, desfigurou seu caráter de classe, expulsou a esquerda (PT) da Avenida Paulista, pregou a ideia de que se deveria “abaixar as bandeiras” e que não se deveria permitir a presença dos partidos de esquerda. Desse modo, se aproveitou para impulsionar a política de executar um golpe de Estado que se consumaria com o impeachment da presidenta Dilma Rousseff em 2016.

Outra noção bizarra para quem milita em um partido comunista é a de que a violência revolucionária contra a direita deve ser evitada, na medida em que serviria como fato político para empreender a criminalização dos atos. Se esse raciocínio for levado até às últimas consequências, o resultado será a ideia de que as massas não devem reagir com violência à violência brutal dos opressores e do Estado. Aos oprimidos cabe manter uma postura de passividade, suportar a opressão, aguentar o sofrimento. Seria como dizer para que um escravo não reaja com violência ou até mesmo mate seu senhor.

O PSDB comanda a repressão policial no Estado de São Paulo contra a população pobre e negra nas periferias, lança frequentemente a tropa de choque da Polícia Militar com toda a selvageria contra as manifestações de professores, estudantes e servidores públicos. As escolas públicas estaduais são verdadeiros campos de concentração, os salários dos trabalhadores da educação são miseráveis, os presídios são marcados pelas torturas dos presos e seus familiares. Se tem algum partido que não deveríamos impedir a violência das massas contra ele, este é o PSDB. Se tem algum partido violento, no sentido literal, é o partido político que representa os interesses do imperialismo no Brasil.

A frente ampla – da qual Jones Manoel é um propagandista – quer neutralizar a influência dos setores mais combativos do movimento, que desde o início da pandemia reafirmam a importância de sair às ruas contra o genocídio promovido por Jair Bolsonaro (ex-PSL, sem partido) e pelo bloco político golpista (PSDB, DEM, MDB, Progressistas, Republicanos, PL, SD, PTB, PSL) nos governos estaduais e municipais. Criou-se a calúnia de que o PCO agrediu uma militante do Partido Democrático Trabalhista (PDT) do coronel Ciro Gomes ou do MSTC em São Paulo. Nada poderia ser mais falso.

O governo de Jair Bolsonaro tem mais de 12 mil militares da ativa e da reserva das Forças Armadas em todos os escalões. Em nenhum momento o presidente fascista escondeu que seu verdadeiro objetivo é banir a esquerda do regime político e dar um golpe de Estado. O que impede que esses planos sejam consumados é a resistência popular e o medo da direita de que uma explosão, que inevitavelmente resultará em violência e enfrentamentos nas ruas, aconteça. As mobilizações e a violência contra os infiltrados da direita não são fatores que facilitam a execução desses planos golpistas, muito pelo contrário. Uma vez mais, Jones Manoel, o apóstolo da covardia e aprendiz de feiticeiro, que já havia condenado o assalto popular ao Carrefour contra o assassinato de um homem negro, se expressa sem ter a menor noção do que está falando. Convenhamos: calado é um poeta.

O PDT é um partido da direita golpista travestido de esquerda. Ciro Gomes, que tomou de assalto o partido, foi uma engrenagem fundamental da fraude eleitoral de 2018, que resultou na chegada de Jair Bolsonaro à presidência da República. Neste momento, sua tarefa é levar adiante uma campanha de calúnias contra o PCO, de forma a tentar neutralizar o conjunto da ala mais combativa do movimento de rua. Gomes está envolvido nas manipulações políticas para o lançamento da “terceira via”, uma candidatura do centro político, do bloco político golpista, em total aliança com o PSDB.

A esquerda pequeno-burguesa não compreende que a luta de classes é uma coisa séria e também não estudou as experiências revolucionárias para ver o quão “pacifistas” eram os revolucionários. Jamais se viu as lideranças do PSDB chorarem pelos professores mortos na reabertura das escolas ou pelos jovens assassinados pela Polícia Militar na Chacina do Paraisópolis. Jones Manoel deveria apoiar a expulsão dos tucanos das mobilizações da esquerda, afinal certamente muitos militantes de seu próprio partido concordaram com a ação.Toda a esquerda deve apoiar ações enérgicas contra os provocadores direitistas que tentem se infiltrar nas manifestações para destruí-las por dentro.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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