Estados Unidos
O apoio da esquerda pequeno-burguesa americana a Joe Biden, candidato dos grandes capitalistas, demonstra a urgência da construção de um partido operário e independente.
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Democratic U.S. presidential candidates former Vice President Joe Biden and Senator Bernie Sanders do an elbow bump in place of a handshake as they greet other before the start of the 11th Democratic candidates debate of the 2020 U.S. presidential campaign, held in CNN's Washington studios without an audience because of the global coronavirus pandemic, in Washington, U.S. March 15, 2020. REUTERS/Kevin Lamarque
Joe Biden e Bernie Sanders | KEVIN LAMARQUE | Crédito: REUTERS

A esquerda pequeno-burguesa americana, que tem seu líder no senador Bernie Sanders (Partido Democrata\Vermont), declarou apoio ao candidato direitista Joe Biden, que venceu as prévias contra Sanders por meio de manobras burocráticas e antidemocráticas realizada contra a vontade das bases partidárias, particularmente a juventude. Na prática, isso significa uma frente ampla, com a esquerda a reboque da direita imperialista do Partido Democrata.

Joe Biden não é uma alternativa política real a Donald Trump. Ele representa os interesses do setor fundamental da burguesia imperialista americana, que se apresenta como “democrática” e utiliza-se, de forma demagógica, da lutas mulheres, negros e LGBTs para se apresentar ao mundo. É o imperialismo “democrático”, apontado por Leon Trotsky como um grande perigo para os oprimidos e explorados.

Setores da esquerda pequeno-burguesa dentro e fora do Partido Democrática, como a acadêmica Angela Davis, declararam apoio a Joe Biden. A justificativa é de que é necessário derrotar Donald Trump no processo eleitoral. É importante destacar que Biden tem apoio de ex-membros do governo Bush e de grandes empresas como Google, Apple e Facebook. O próprio é um bilionário.

Seguramente, o candidato do Partido Democrata faria um governo ainda mais direitista e reacionário do que Donald Trump. O governo Barack Obama, por exemplo, foi responsável por diversos golpes de Estado na América Latina, pelo envio de mais tropas ao Oriente Médio. No âmbito interno, Obama bateu recorde de deportação de imigrantes latino-americanos e construiu os campos de concentração para imigrantes que escandalizou o mundo. Leis que construíram as bases para o encarceramento massivo da população negra e pobre nos Estados Unidos foram propostas e aprovadas pelos democratas.

O apoio da esquerda a um candidato dos grandes capitalistas demonstra completo atrelamento à política direita imperialista. A esquerda pequeno-burguesa americana não tem programa político algum e é politicamente liberal, isto é, incapaz de lutar pelos interesses da classe operária e dos explorados em geral.

Os trabalhadores americanos, ao contrário, demonstram estar politicamente muito mais à esquerda. As mobilizações massivas ocorridas por todo o país contra a brutalidade policial, os enfrentamentos com a direita supremacista branca nas ruas e a formação das milícias negras de auto-defesa são comprovação disso.  É urgente que a classe trabalhadora americana rompa com a direção política dos democratas e construa um partido operário, socialista e revolucionário independente. Trata-se de construir uma ferramenta política para que os explorados possam lutar por suas reivindicações e derrotar o regime político mais antidemocrático do mundo, que serve  somente para manter o controle da burguesia imperialista sobre o Estado.

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