Retrospectiva cultural
Governo Bolsonaro criou uma “Secretaria da Anti-cultura” para atacar as iniciativas culturais do País
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
20200520-mario-frias-regina-bolsonaro-1200x812
Frias, Duarte e Bolsonaro | Foto: Reprodução

A cultura foi um dos alvos principais do golpe dado em 2016. A política que foi levada adiante pelos governos golpistas desde então mostraram claramente qual era o objetivo da campanha feita pelos coxinhas fascistas que foram levados às ruas pela direita para criar o clima artificial de apoio popular ao golpe contra a “Lei Rouanet”. Tratava-se de criar as condições para eliminar qualquer investimento na arte e no setor cultural em geral. A direita é inimiga declarada da cultura, pois vê em qualquer manifestação intelectual uma ameaça ao seu domínio.

Michel Temer, assim que assumiu após o golpe, tratou de extinguir o Ministério da Cultura. Não conseguiu de primeira, foi obrigado a voltar atrás depois de uma mobilização dos artistas. Mas o sinal estava dado e Bolsonaro, assim que assumiu, eliminou o ministério, criou uma Secretaria da Cultura, subordinada ao Ministério da Cidadania e depois ao Ministério do Turismo.

A política levada adiante pela secretaria foi a da destruição da cultura. Nesse sentido, melhor nome para o órgão seria “Secretaria da Anti-cultura”.

A Pasta teve três secretários diferentes em 2020. O ano começou com o então secretário, Roberto Alvim, que se intitula dramaturgo, protagonizando uma cena ridícula que acabou resultando em sua demissão: colocou Richard Wagner em volume alto e proferiu um discurso plagiando trechos do ministro de propaganda nazista Joseph Goebbels, colocando o vídeo nas redes sociais. Foi demitido porque nos governos golpistas pode ser nazista, só não pode falar que é.

Depois disso, veio a atriz global Regina Duarte. Direitista e golpista, reconhecida por declarações constrangedoras e vergonhosas, Duarte durou pouco tempo na Pasta. No seu lugar, em junho, outro ator de TV, Mário Frias, assumiu a secretaria.

O novo secretário tem colocado em marcha a política do golpe. A notícia que marca o final do ano são os projetos parados da Lei Rouanet. No primeiro semestre, houve uma queda de 35% na captação de recursos para projetos, para piorar, em agosto, Frias dispensou 139 profissionais que trabalhavam em análises dos projetos, deixando apenas 25.

A primeira ação no novo secretário foi a intervenção na Cinemateca em São Paulo. A parceria com a Associação Roquette Pinto, uma entidade privada que administrava o órgão, não foi renovada. A crise gerou demissões em massa e o fechamento da Casa, que possui um dos maiores acervos da América Latina. Houve protestos de funcionários e cineastas. A intervenção no órgão foi marcada pela ação da Polícia Federal e da Guarda Civil Metropolitana para tomar as chaves do local.

E por falar em cinama, a Ancine (Agência Nacional do Cinema) foi alvo do Ministério Público por improbidade administrativa devido à paralisação no Fundo Setorial do Audiovisual, que financia projetos do cinema brasileiro.

Com a enorme crise gerada no setor cultural por conta da pandemia, por pressão de artistas, foi aprovada a Lei Aldir Blanc, que resultou num auxílio para trabalhadores da cultura. O dinheiro, embora insuficiente, foi distribuído aos municípios e são muitos os relatos de problemas burocráticos e políticos para a chegada dos recursos a quem precisa.

Em resumo, e esses foram apenas alguns dos acontecimentos, sem contar os ataques do governo contra artistas, censura e declarações fascistas contra obras de arte, o governo Bolsonaro se uniu à pandemia para devastar a cultura nacional em 2020.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas