Não é “saúde pública”
O direito ao aborto é essencial para a mulher dentro da luta de classes uma vez que sua criminalização serve para perseguir as mulheres e perpetuar a escravidão à família e ao lar
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aborto
Faixa "Pelo Direito ao Aborto" do Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo | Foto: Diário Causa Operária

O aborto é uma das questão mais importantes para a luta das mulheres e recentemente a discussão em torno do assunto esteve bastante em voga no país depois do grotesco episódio em que a extrema-direita tentou impedir pela força que uma criança que engravidou como resultado de estupros realizasse o procedimento de aborto. E enquanto grande parte da esquerda se limitou apenas a apontar o cunho moral do aborto em casos de estupro, para nós foi o momento para reforçar a luta contra a direita e pela política revolucionária de legalização do aborto em todos os casos tão somente por se tratar de um direito fundamental das mulheres.

A esquerda pequeno-burguesa que muito timidamente trata do assunto, levanta a pauta do aborto sobretudo do ponto de vista moral como no caso de aborto resultante de estupro; do ponto de vista individual quando dispõe que seria uma forma de a mulher ter o poder sobre seu corpo; e por fim do ponto de vista de que se trata de uma questão de saúde pública por conta da grande quantidade de mulheres que sofrem com sequelas ou morrem como resultado dos procedimentos feitos de forma insegura.

O ultimo argumento principalmente, de que o aborto deve ser defendido como um problema de saúde pública, é o que ganha mais força dentro da maioria desses setores da esquerda. De fato as consequências dos abortos realizados sem a segurança devida causam problemas graves à saúde e até mesmo a morte de milhares de mulheres, o que inevitavelmente se reproduz na saúde pública que geralmente é quem atende estas mulheres. No entanto a legalização do aborto é algo que vai muito além disso ou de qualquer questão moral e individual, diz respeito a um direito fundamental que deve poder ser usufruído por toda e qualquer mulher independentemente destas outras questões levantadas.

Não por acaso a reivindicação do direito ao aborto sempre esteve presente como uma das pautas principais para a emancipação da mulher, e não porque tem a ver com saúde pública, vontade individual de cada mulher em relação ao seu corpo ou por qualquer questão moral que seja. A defesa do aborto como direito fundamental das mulheres é essencial para as mulheres dentro da luta de classes, uma vez que a criminalização do aborto pela burguesia é uma arma para perseguir as mulheres e perpetuar sua escravidão à família e ao lar.

Impor que mulheres, maiormente as mulheres da classe trabalhadora que são as mais afetadas pela criminalização, tenham filhos permite que a burguesia possua maior controle sobre as decisões dessas mulheres e dos próprios homens trabalhadores que têm filhos, sobretudo no que diz respeito à luta política da classe trabalhadora contra a burguesia, uma vez que há muito mais receio de se travar esta luta quando se tem uma família para sustentar. Neste sentido a família é o instrumento pelo qual os capitalistas escravizam as mulheres que são retiradas da vida política em nome dos cuidados com os filhos e com o lar.

Neste sentido é essencial a defesa do direito ao aborto como derrubada de mais um mecanismo da burguesia para massacrar a classe trabalhadora. Somado a isto fica evidente ainda que a situação das mulheres só pode de fato prosperar com o fim daqueles que mantêm suas amarras, ou seja, a burguesia. Só em uma sociedade comunista as mulheres terão seus interesses verdadeiramente atendidos e o lar e os filhos deixarão de representar um martírio para as mulheres.

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