Omissão dos golpistas
A classificação dos óbitos no país é feita de uma forma que não corresponde com o aumento real dos casos. Óbitos são classificados como “causa desonhecida”
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Helicóptero filma enterro de pessoas com coronavírus: reprodução/ TV Globo |

O coronavírus já infectou mais de 800.000 pessoas e provocou 34.000 mortes no mundo todo. No entanto, ainda que não se tenha chegado ao pico da pandemia, os dados oficiais trazem contradições internas que indicam a subnotificação dos infectados e mortos pela doença.

No Brasil já há 201 mortos, segundo o último boletim do Ministério da Saúde, divulgado na tarde desta terça (31). De segunda para terça, foram contabilizadas 42 mortes, maior número registrado em 24 horas no País desde o início do surto. Até segunda, haviam morrido 159 pessoas. Já o número de infectados passou de 4.579 para 5.717, aumento de 24%, .

Os dados oficiais aumentam, no entanto, a classificação dos óbitos no país é feita de uma forma que não corresponde com o aumento real dos casos. Isso porque os hospitais não dispõe de sala especial que precisam de equipamentos adequados para proteger os profissionais que fazem a autópsia nas pessoas que morreram e muito provavelmente estavam com coronavírus. Assim, os governos, como o de São Paulo, orientam os médicos a classificarem as mortes como “causa desconhecida”.

Ou seja, se a pessoas estava com suspeita de coronavírus e morrem num hospital, em seu atestado de óbito consta “causa indeterminada”.

É o que revela também estimativa da prefeitura carioca, de mais de 4.470 casos. Segundo o próprio prefeito do Rio de Janeiro:

“Temos subnotificações. Os casos confirmados são 15% da realidade, segundo o governo, porque não temos testes.”

Matéria do DCO trouxe estudo denunciando também este aspecto da subnotificação:

A subnotificação dos casos do coronavírus foi tema de um estudo realizado pela Escola de Londres de Higiene e Medicina Tropical (London School of Hygiene and Tropical Medicine), que procurou estimar os casos não contabilizados. O estudo foi publicado no último domingo, 22, e divulgado nesta quinta-feira, 26, pelo jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com a pesquisa, o Brasil detecta apenas cerca de 11% dos casos sintomáticos do Covid-19. Isso significa que somente por volta de uma em cada dez pessoas que manifestam sintomas do vírus foram registradas pelo governo.

Por outro lado, a pesquisa mostrou que a Coreia do Sul, que adotou a política de testes constantes em toda a população, consegue identificar em média 83% dos casos, ajudando no combate à pandemia no país.

Tomando como base os dados de quarta, 24, em que o Ministério da Saúde atualizou para 2.433 os casos confirmados no Brasil, pode-se estimar que há 22.118 casos sintomáticos de coronavírus, dos quais 19.685 não foram identificados.”

Outro dado que chamou a atenção nesta semana foram as imagens divulgadas na televisão mostrando um enterro de mortos por coronavírus em São Paulo. Muitas tumbas abertas, só elas equivaleriam ao número total de mortos por coronavírus no País.

Todos estes dados mostram que o número de mortos pelo coronavírus no Brasil possivelmente é bem maior do que o notificado oficialmente pelo governo.

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