A agonia do povo
Essa situação, com efeito, escancara o problema da subnotificação denotando uma situação explosiva no País
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Centenas de mortos por conta do coronavírus. | Créditos: Sandro Pereira/Estadão Conteúdo

Enquanto a pandemia já se encontra na etapa de declínio em diversos locais no mundo, pesquisas recentes apontam que até o próximo domingo, 31, haverá 545 mil confirmações de Covid-19 casos no País e o número de mortes deve saltar de 23,4 mil para mais de 32 mil no mesmo período.

De acordo com balanço da Universidade Johns Hopkins, apesar de apresentarem elevados números de óbitos, Espanha (26,8 mil) e França (28,4 mil) estão diminuindo a letalidade da doença. O Brasil, no que lhe concerne, encontra-se em sexto lugar no ranking internacional, ficando atrás de países como os Estados Unidos, Reino Unido, Itália, França e Espanha, seguindo esta ordem. Embora os números do Brasil sejam alarmantes, as condições podem e devem piorar ainda mais.

Iniciativa da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Brasília (UNB), através do Portal Covid-19, prevê uma catástrofe nacional. Não se trata de pura especulação, esse é o resultado de uma pesquisa coordenada por algumas das mais importantes universidades do País. Essa situação, com efeito, escancara o problema da subnotificação denotando uma situação explosiva no Brasil. Segundo dados da Epicovid-19 – primeira pesquisa nacional sobre a doença, realizada entre 14 e 21 de maio, o número de infectados deve ser cerca de sete vezes aquele registrado nas estatísticas oficiais. Os dados revelam que só em São Paulo, 3,1% da população já teria sido infectada, enquanto no Rio de Janeiro a taxa gira em torno de 2,2%. A região Norte, no entanto, apresenta as maiores taxas de infecção, sendo Belém (15,1%) e Manaus (12,5) uma das mais calamitosas. Dentre as 90 cidades pesquisadas, destaca-se o município de Breves, no Pará, com 24,8% de contaminação. A pesquisa indica que, caso se mantenha a taxa de evolução da doença, no início de agosto 60% da população paulistana teria sido contaminada. Embora o modelo matemático seja um exercício aritmético, as estimativas de letalidade, em todo caso, apontam que cerca de 40 mil a 60 mil pessoas teriam morrido de covid-19 até agosto.

A situação é cada vez mais dramática. Em São Paulo, epicentro da doença no País, já contabiliza 6.220 mortes por conta da covid-19; isso considerando somente os casos notificados. Com 91% dos leitos ocupados e uma completa inépcia por parte dos governantes, a população luta para sobreviver em meio ao caos que se tornou a cidade e todo o país de conjunto. A próxima rodada da Epicovid nacional deve começar no dia 5 de junho. Os pesquisadores pretendem testar 33.250 pessoas em 133 cidades de todos os estados, o que não foi possível na primeira rodada. Dado o abandono e a política genocida colocada em prática pelos golpistas, esses números, infelizmente, não devem baixar tão cedo.

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