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Fraude

Número de abstenções em São Paulo mostram degeneração do regime

Somente com suas manipulações grotescas é que a burguesia consegue eleger seus candidatos

Tempo de Leitura: 2 Minutos

Urna eleitoral eletrônica – Foto: José Cruz/Arquivo/Agência Brasil

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O primeiro turno na capital paulista se encerrou com Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) indo ao segundo turno. Covas teve 32,85% dos votos válidos, enquanto Boulos terminou com 20,24%. O número de abstenções chegou a 29,29%, enquanto o número de votos em branco foi de 5,87% e os votos nulos foram de 10,11%. Se somarmos esses últimos chegamos 45,27%.

Na cidade do Rio de Janeiro, votos válidos foram 54.27% do eleitorado, colocando Eduardo Paes (DEM) com 37,01%, e Crivella (Republicanos) com 21,9%, no segundo turno. Por outro lado, se somarmos votos em branco:4.39%, nulos: 8.53%,  e abstenções: 32.79%, encontraremos um total de 45,71%.

São Paulo, assim como o Rio de Janeiro, mostra um tendência a degeneração do regime quando nos deparamos com quase 50% de votos inválidos e sem nenhum peso importante na contabilização dos votos. O que é absurdo, pois demonstra que a eleição produz a falsa ideia de que, quem está ganhando, tem o apreço popular da maioria, quando na verdade não é isso que acontece. Considerando, hipoteticamente, que a eleição de São Paulo terminasse agora, o pleito provocaria a ilusão de um crescimento em aceitação pelo voto da direita e da burguesia, com esses 32,85 % do Covas, quando, de fato, os votos inválidos com esse peso de 45,27%, já provaria o contrário.

Essa é, inclusive, um problema da legislação e do como o legislador lida com os votos inválidos. E isso porque, segundo ele, o legislador, os votos inválidos não são considerados na contagem, são desprezados e descartados. Isso chega ao absurdo de, diante da invalidação dos votos de 99,99% dos votos, os 0,01% de votos válidos, quando apurados regularmente em processo eleitoral, chancelaria a posse e o mandado do “vitorioso” para o governo a que concorreu, o que, sem dúvida alguma, seria uma fraude e um golpe, e nunca uma democracia.

A degeneração é uma consequência do aprofundamento do golpe de 16, que trouxe a perseguição judicial de lideranças de esquerda em 2012; o fortalecimento da extrema-direita no país, em atos coordenados pela internet em 2013; uma forte campanha pela imprensa golpista contra a esquerda; a derrubada do governo de Dilma; a prisão de Lula pela Lava Jato; a implementação de reformas como a trabalhista, a fiscal, a previdenciária, e as privatizações, que representaram uma transferência de renda brutal da classe trabalhadora para o empresariado; e, no final das contas, a fraude eleitoral que elegeu Bolsonaro e colocou a extrema direita no poder, quase que aniquilando a esquerda e a força dos movimentos sociais e dos sindicatos.

A vitória eleitoral da direita segue o plano de institucionalizar o golpe, que, em todo o país, desde as eleições de 2018, ganha um reforço providencial com a justiça eleitoral, que, debaixo de reiteradas fraudes eleitorais encampadas com as eleições, vai produzindo essas artimanhas que a fortalece cada vez mais com o passar dos tempos.

Essa é, de fato, mais uma prova de que não é possível mudar nada pela via institucional, e que, longe disso, só demonstra o quanto o povo sofrido e maltratado, está sendo feito de bobo e passado para trás.

Diante dessa realidade, fica claro que a única saída é a mobilização de toda a classe trabalhadora e do povo pobre e espoliado, como única alternativa viável que possibilite a mudança da política e do regime, na direção de um governo que retome as pautas e a agenda de trabalho que lhe favoreça acabar com o desemprego, a fome e a miséria.

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