Sem condições de reabrir
Escolas particulares do estado de São Paulo começam a voltar atrás na reabertura após contágio de estudantes e funcionários e culpam a juventude pela disseminação
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Gracinha, uma escola para a parcela mais rica, mostra que surtos na reabertura são inevitáveis | Foto: Thiago/Zero Onze

Nessa semana, algumas escolas particulares de Sâo Paulo decidiram retroceder suas aberturas às aulas presenciais por conta do aumento do contagio em seus ambientes escolas. As medidas foram tomadas em escolas que atendem a população mais rica da região e esclarecem sobre a questão da reabertura das escolas em plena pandemia. Entre essas escolas estão: a Graded School do Morumbi, a Gracinha e o Colégio São Luís. Não é difícil saber que se tratam dos colégios mais caros e de mais difícil acesso em São Paulo.

Porém, o plano de reabertura das escolas que, segundo dizem algumas dessas escolas, custaram vários milhões de reais, ainda assim não foram capazes de conter o aparecimento de surtos da COVID-19. Segundo autorização do Governo Estadual de São Paulo regido por João Doria, com a reabertura da escolas particulares seria possível reabrir para atividades extracurriculares no dia 7 de Outubro e no dia 3 desse mês seria possível a volta ao ensino presencial regular por parte dos alunos que compõem o ensino médio. É perceptível agora que nem mesmo as escolas mais ricas e mais bem preparadas podem retornar e que o plano proposto por Doria é um genocídio.

Logicamente, não foi essa a abordagem das matérias veiculadas na imprensa golpista. Em tom de resistência e apoio tímido à volta às aulas, o problema levantado foi minimizado, as escolas e suas direções elogiadas com o suposto excesso de zelo com os alunos e os funcionários e a grande culpada, como sempre, é a juventude. Sobre essa versão absurda e distorcida da realidade, é preciso esclarecer que se trata de uma inversão completa pois, foram essas mesmas direções que voltaram alunos e funcionários ao “funcionamento normal” em plena pandemia e que obrigaram ,na prática, com a cobrança das mensalidades e ameaça de sanção aos alunos à ida às escolas.

A proposta para a juventude portanto, sempre foi a de estabelecer uma via de mão única em que somente os interesses dos donos de escolas, grandes empresas de educação, dos capitalistas em geral se sobrepõem aos dos jovens e que, se por um lado, pode-se reabrir escolas, trabalhos, entre outros, por outro, o estilo de vida da juventude é tratado como a origem de toda disseminação no ambiente escolar. A estratégia é se aproveitar da pressão constante da sociedade burguesa sobre a juventude para reforçá-la artificialmente, usá-la de “bode expiatório” e desarticular as organizações do movimento estudantil. Por extrapolação, nas manchetes golpistas os jovens são a culpa da pandemia em SP, não Doria ou Covas.

É preciso denunciar mais uma vez à volta aulas presencial como uma política assassina e mobilizar pela greve dos estudantes pelo cancelamento do calendário letivo, contra o EAD e à volta as aulas presenciais, contra a intervenção fraudulenta e ditatorial da direita na tomada de decisão nas escolas e universidades, pela revitalização do movimento estudantil e mais importante, pelo Fora Bolsonaro!

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