Por: Redação do Diário Causa Operária

Com a saída de Pedro Parente da presidência da Petrobrás (por que não havia como continuar como figura golpista), quem assume o posto é Ivan Monteiro. E quem é Ivan Monteiro?

Ninguém em sã consciência acreditaria que o governo golpista colocaria alguém de esquerda, a favor da Petrobras para os brasileiros, isso é claro.

Monteiro geria o programa de venda de ativos da gestão de Parentes. Ativos?

O Ativo faz parte das Contas Patrimoniais e compreende o conjunto de Bens e Direitos da organização (entidade, empresa), possuindo valores econômicos e podendo ser convertido em dinheiro (proporcionando ganho para a empresa). É a parte positiva da posição patrimonial e identifica onde os recursos foram aplicados.

Ivan Monteiro é a ponta de lança, o carro chefe do processo de privatização da Petrobrás. A venda dos chamados ativos, é, em poucas palavras, a venda da Petrobras.

Ivan Monteiro é ainda mais direitista que Pedro Parente. Intimamente ligado ao mercado financeiro é bem visto pelo “mercado”.

Sua “linhagem golpista” é de impressionar: subordinado à Pedro Parente, que foi ministro ( do Planejamento, Casa-Civil e de Minas e Energia) quando Fernando Henrique Cardoso era presidente.

Em 2009, chegou à vice-presidência de Finanças, Mercado de Capitais e Relações com Investidores do Banco do Brasil.

Ivan Monteiro também teve papel no resgate do Banco Votorantim, que envolveu o corte de 40% dos funcionários. Resgatou o banco, para “afundar” 40% dos trabalhadores.

No início do ano passado, ele afirmou que a empresa tinha uma carteira de ativos de 42 bilhões de reais que podiam ser vendidos. Isso de uma empresa que na verdade vale centenas de bilhões (até esse momento). Vender o que o mercado quer, a preço de banana: esse é o “plano” de Ivan Monteiro.

O caldo engrossa. Michel Temer disse que não haverá qualquer interfer6encia de seu governo na política de preços da companhia. Os trabalhadores perdem de qualquer maneira: interferindo já vimos o que acontece; se não interferir, o amado do mercado financeiro é quem irá decidir. O povo brasileiro esta entre a Cruz e a Espada.

O governo finge recuar na política de preços atrelada ao dólar (que levou a Argentina à falência em 1999 por exemplo), mas sabemos que o especialista em salvar bancos, demitir trabalhadores, louvado pelos investidores internacionais, não irá seguir uma política de benefício aos trabalhadores.

A saída de Pedro Parente e a entrada de Ivan Monteiro, se deve pela pressão de uma das maiores (senão a maior) crises desde o impedimento de Dilma Roussef. A greve dos caminhoneiros e de setores dos Petroleiros, colocou o governo ainda mais contra as cordas, e, assim, precisou trocar os “fantoches” na presidência da Petrobras.

A ampliação das mobilizações e greves se torna ainda mais importante. Setores da extrema-direita se mostraram durante a greve dos caminhoneiros. É tudo contra o golpe. Mais do que nunca, antes que a próxima crise venha, a esquerda deve se organizar cada vez mais.

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