Novo filme de Spike Lee denuncia Trump, a Ku Klux Klan e o racismo

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Após vinte sete anos o diretor norte-americano Spike Lee volta ao festival de Cannes com seu novo longa metragem “Blackkklansman”. O filme é  um verdadeiro manifesto contra o racismo, a Ku Klux Klan, a extrema-direita e contra o presidente dos Estados Unidos, o fascistoide Donald Trump.

O filme é baseado em uma história verídica de um oficial negro que se infiltrou na Ku Klux Klan. Ao longo de cerca de 2 horas “Blackkklansman” mistura suspense com filme eminentemente política. Trata-se da história de Ron Stallworth, um policial negro, interpretado por John David Washington – que é filho de Denzel Washington, que interpretou Malcolm X no filme de 1992 também é Spike Lee – que infiltra-se na KKK com a ajuda de seu colega branco e judeu Flip Zimmerman ( Adam Driver). Suspense, denúncia política e também comédia fazem parte do filme. O filme traça um paralelo entre o líder da KKK na ficção e o presidente estadunidense, o racismo e a Casa Branca.

O filme termina ainda, com um salto temporal de 50 anos na trama, com os acontecimentos de Charlottesville em 2017, sobretudo com a morte de Heather Heyer atropelado deliberadamente por um neonazista. O filme foi ovacionado no Grand Théâtre Lumière.

Na última terça-feira, dia 15, em coletiva de imprensa Lee atacou Trump e a extrema-direita que cresce no mundo todo:

“Foi um assassinato”, sobre Heather Heyer. “E nós temos um cara na Casa Branca, eu nem vou pronunciar o maldito nome dele, que, nesse momento decisivo, poderia ter escolhido o amor contra o ódio. Mas esse filho da puta não denunciou a porra da Klan, o alt-right (movimento de extrema direita) e esses filhos da puta nazistas. Mas o que eu gostaria de dizer é que essa besteira de extrema direita não acontece apenas nos EUA, está em todo lugar do mundo, e não podemos permanecer em silêncio, devemos acordar”. 

O alerta é fundamental assim como “Blackkklansman” é um importante filme.