Distrito Federal
Alunos, pais e professores não pretendem ser sacrificados em nome do interesse econômico por trás da precoce volta às aulas pacificamente
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Foto genérica de uma sala de aula | Foto: Reprodução

Resulta da disputa que já dura alguns meses a volta às aulas na rede privada, autorizada no dia 4 de agosto pela decisão judicial tomada pela juíza Adriana Zveiter, sócia de uma empresa que aluga prédios às escolas e filha de um ex-presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinepe/DF), organização controlada por donos de escolas particulares e subordinada aos seus interesses. Numa tentativa de neutralizar a revolta de pais e alunos e adiar a inevitável explosão de contaminações e mortes que será causada pela retomada de atividades presenciais, as escolas, a princípio, deixam a critério dos pais a decisão de autorizar ou não a participação de seus filhos nos ditos regimes híbridos, têm organizado o retorno das atividades a partir dos níveis superiores do ensino – ocupados por estudantes mais velhos e mais propícios a conseguirem manter algum nível de distanciamento social – e determinado a retomada de atividades presenciais com medidas de redução do contingente de estudantes e de higiene.

É certo que a retomada do ensino presencial almejada pelos donos de estabelecimentos particulares de ensino e por diversos setores empresariais e da indústria, cuja margem de lucro é negativamente afetada pela paralisação das atividades escolares, será levada adiante com ampla cobertura do Estado e da imprensa capitalista, que já desde muito antes disputam o papel de maior falsificador de estatísticas a respeito da pandemia.

No sentido contrário, porém, vemos se intensificar a resistência e mobilização dos estudantes de todos os níveis do ensino e de seus pais, percebendo o quanto é inviável, do ponto de vista do seu próprio interesse em se manterem protegidos da contaminação pelo vírus e em obter uma formação satisfatória, retornar pacificamente ao ensino presencial, ainda que em regime híbrido, ou aceitarem o “ensino” à distância imposto pelas escolas como alternativa.

A primeira grande mobilização estudantil contra o EaD e a volta às aulas no DF foi a greve do Centro de Ensino Médio (CEM) Setor Leste, cujo exemplo tem semeado, inicialmente, mobilizações similares em diversas escolas no DF e em Goiás. Frente à revolta e mobilização dos estudantes e da maioria dos outros setores da população e ao desastre que se avizinha, não é difícil estimar que a questão da volta às aulas e da imposição do regime de ensino à distância estão longe de estarem resolvidas.

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