É preciso mobilizar
Em assembléia estudantil puxada pelo Comitê de Luta estudantil do DF, mais um campus do IFG declara indicativo de greve contra os ataques a educação, em Águas Lindas.
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Campus Águas Lindas IFG | Foto: Reprodução

Os estudantes do Instituto Federal de Goiás (IFG) mostram mais uma vez o que todo movimento estudantil deve fazer. O campus de Águas Lindas, seguindo em apoio ao de Itumbiara e do Setor Leste de Brasília, aprovou em assembléia estudantil o indicativo de greve contra o ensino à distância e a reabertura das escolas. Eles reivindicam a suspensão do calendário letivo, e que esse, deve ser organizado pela comunidade escolar com o governo tripartite no IF. Além disso, toda a luta está em torno do Fora Bolsonaro, que com seus aliados governadores são os responsáveis pelos ataques a educação brasileira.

A assembléia foi encabeçada pelo próprio Diretório Central dos Estudantes em conjunto com o Comitê de Luta Estudantil do DF, organizado pela iniciativa da Aliança da Juventude Revolucionária (AJR). A AJR defende na prática que a mobilização combativa da juventude é a única forma de fazer frente aos ataques da direita. Como não existe nenhum programa para combater a pandemia por parte do governo, a população, principalmente a juventude – setor que mais sofre com a crise sanitária e financeira – precisa exigir através da luta sua dignidade e seus direitos.

Enquanto continua com sua política genocida, a direita se aproveita da paralisia da esquerda para avançar com suas medidas criminosas. Na educação o cenário não é diferente. O EAD vem sendo implantado sem reação contrária do movimento estudantil, muitos ainda, das direções pelegas e traidoras dos estudantes reforçam a medida. Na assembléia virtual, que contou com mais de 54 estudantes, os alunos colocaram que o ensino à distância era um ataque direto a população pobre, que seria ainda mais impedida de ingressar no ensino. Os participantes do comitê esclareceram que se trata de uma privatização de ensino, um projeto para destruir as instituições físicas que prepara os alunos politicamente e para colocar a educação nas mãos dos bancos e das empresas que controlam as startups do ramo. 

No próprio IFG são muitos estudantes sem acesso, e os que possuem, na maioria das vezes é de uma forma precária e em poucos casos têm saúde mental para acompanharem as aulas. Foi enfatizado também como o EAD significa um ataque aos educadores, que estão sobre o risco de demissão e de corte salarial, além de estarem sendo escravizados pelas plataformas online. Inclusive, nesse âmbito, o próprio sindicato (SINASEFE) já aprovou a luta pela suspensão do calendário letivo. 

Outra questão fundamental para fundamentar a votação e a construção da assembléia é que tudo está sendo imposto sem diálogo com os alunos, de maneira completamente antidemocrática. No IFG a reitoria está impondo o retorno das aulas de forma desesperada, sem puxar pesquisas, reuniões e assembléias para dar voz aos estudantes. Isso se dá pelo desespero da burguesia para reabrir as escolas. É uma parte central de seu projeto para flexibilizar a quarentena e garantir a salvação da economia capitalista. O trânsito de estudantes, professores e suas famílias são necessários para socorrer os índices do PIB.

O ensino à distância possibilita exatamente isso, o “retorno gradual” como chamam e como já foi decretado para as escolas secundaristas, como é o caso da primeira escola a entrar em greve, o Setor Leste. Ninguém se pronunciou a favor do EAD, e muito menos contra o Fora Bolsonaro, o que demonstra a tendência combativa da juventude estudantil. Por isso, todas as escolas devem se organizar para barrar as decisões ditatoriais das reitorias e da diretorias com a greve, nenhum estudante terá aula enquanto o genocídio da juventude e a privatização do ensino continuarem, e só será possível acabar com tais atrocidades, acabando com o poder de Bolsonaro e da direita tradicional.

 

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