Começa o Foro de SP: contra o embargo e os ataques imperialistas

painel foro sp

Começou nesta quinta, dia 25, em Caracas, a vigésima quinta edição do Foro De São Paulo, reunindo representantes de mais de 30  países, mais de 100 partidos e organizações internacionais e centenas de dirigentes das mais variadas organizações políticas e populares da Venezuela.

O encontro se realiza em um momento de brutal ofensiva do imperialismo sobre esse País, sobre Cuba e todo continente. Contra os dois países, pesam pesados e criminosos embargos econômicos, que ameaçam a vida de milhões de pessoas, bem como crescentes ameaças militares. Contra o Brasil e todo o continente, uma crescente avanço contra a economia que leva a previsões nada otimistas de crescimento econômico próximos de zero ou até mesmo à recessão.

O primeiro dia esteve dedicado à chegada da maioria das delegações, calorosamente acolhidas e sob forte esquema de segurança, natural diante das ameaças da direita golpista, súdita do imperialismo, como no Brasil.

Foram realizadas algumas mesas setoriais dedicas movimentos de mulheres, comunicações, nas quais setores da esquerda e dos movimentos populares expunham alguns experiências locais. Claro destaque ao vigor com que intervinham mulheres e homens venezuelanos, claramente pressionados pela necessidade conquistar um apoio ativo dos outros países para sua luta, decisiva para o conjunto dos explorados latino-americanos e caribenhos, neste momento.

O Partido da Causa Operária, participa, pela primeira vez do Encontro, convidado pela direção do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), com uma pequena delegação encabeçada pelo companheiro Antônio Carlos Silva, da sua Executiva Nacional.

Neste primeiro dia, o companheiro concedeu várias entrevistas a órgão de imprensa local, ligados ao governo e à esquerda, como a Telesur, falando da expectativa de que o Foro aprove inciativa concretas de mobilização em defesa da Venezuela, de Cuba, contra o imperialismo, bem como em defesa da liberdade de Lula, uma liderança fundamental da classe trabalhadora brasileira, cuja liberdade que só pode ser conquistada por meio de uma ampla mobilização operária e popular, nas ruas – pode servir à causa da luta contra o imperialismo em todo o continente.

O ato oficial de abertura do Foro foi realizado na noite dessa quinta, com a participação de cerca de 800 pessoas, integrantes de 190 partidos e organizações integrantes e convidadas para o Foro, além de dirigentes e militantes de organizações políticas, populares e militares da Venezuela.

A mesa teve como principais coordenadores a secretária-geral do Foro de São Paulo e secretária de relações internacionais do PT, Mônica Valente e o primeiro vice-presidente do PSUV e presidente da Assembléia Constituinte, Diosdado Cabello, que na principal intervenção da noite e que abriu oficialmente o encontro, destacou a luta do povo venezuelano contra os ataques do imperialismo e falou da necessidade de que a direita que chegou ao poder por meio de golpes de Estado em nosso continente vá devolver o poder à esquerda sem que seja derrotada por uma mobilização popular.

Teve grande destaque também na abertura as intervenções do representante dos movimentos de luta pela independência de Porto Rico, que celebrou a vitória das mobilizações populares naquele país que levaram à renuncia do atual governador e do dirigente do Partido Comunista da Colômbia, que denunciou as mais de 130 mortes de ex-guerrilheiros das FARC’s após os tratados de paz e destacou que em mais de 100 países serão realizados, hoje, atos contra os ataques do governo pró-imperialista colombiano.

Acompanhe aqui no Diário Causa Operária e na Causa Operária TV, a cobertura e a análise sobre os principais acontecimentos e resoluções do XXV Foro de São Paulo.