Genocídio
São 46.804.614 de casos confirmados de coronavírus em todo mundo, somando 1.205.044 mortos; enquanto isso a direita não diz nada sobre a situação e consequentemente a esquerda
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FILE PHOTO: FILE PHOTO: Brazil's President Jair Bolsonaro is pictured at a press briefing in Brasilia, Brazil, March 20, 2020. REUTERS/Ueslei Marcelino/File Photo
O genocida do povo brasileiro, fora Bolsonaro! | foto: reprodução

O mundo atingiu ontem (1/11) o número verdadeiramente lastimável de 46.804.614 de casos de coronavírus, segundo os dados oficias de todos os países que contabilizam em seus números de casos testados em seus respectivos países. Consequentemente, os números de mortes já se somam em 1.205.044. Uma verdadeira guerra em que os trabalhadores de todos os países estão perdendo terrivelmente em números de mutilados e cadáveres somados. Os três países que apresentam os piores números nesse ranking mundial são Estados Unidos, com 9,473,911 casos confirmados e 236. 471 mortos. Índia, com 8.229.322 confirmados e 122.642 mortos e Brasil com 5.545.705 confirmados e mortos 160.104 respectivamente. Os maiores responsáveis são os governos desses países, em especial a classe social que domina esses governos, de Trump, Modi e Bolsonaro, que usam da COVID-19 para promover um verdadeiro genocídio com suas políticas.  

Um dado que vale ressaltar é o número de “recuperados” nesses mesmos países que a catástrofe reina. Aqui colocaremos um pouco em suspeita, primeiro, se esses “recuperados” são verdadeiros recuperados. Até porque, como veremos, os dados oficiais revelam quase que uma cura milagrosa para algo que ainda não temos nem cura, nem vacina e nem um tratamento com métodos efetivos capazes de recuperar uma pessoa com uma confiabilidade de cem porcento dessa mesma recuperação. Nos Estados Unidos temos supostamente 4.980.942 pessoas que se infectaram, confirmaram a infecção por uma testagem e se “recuperaram”. Na Índia, 7.542.905; no Brasil, 4.980.942. Se nós considerarmos isto minimamente real, nós temos uma taxa de recuperação cerca de 80% de algo que temos cura. Estamos diante de uma fraude, de uma peça de propaganda. É muito mais coerentes termos 80% desamparados do que realmente recuperados. 

Diante desse quadro, um dado político da situação é que o nome “pandemia” sumiu das páginas dos jornais burgueses, das televisões golpistas, da demagogia da direita. Com mais de 46 milhões de verdadeiros mutilados pela pandemia, a pandemia de repente sumiu do cenário mundial. A própria Rede Globo é um excelente exemplo da manipulação da burguesia diante dessa gigantesca crise, onde nos piores momentos da pandemia, onde era impossível manter a campanha fictícia do isolamento social, cortou 2/3 da cobertura da pandemia de sua transmissão. Nesse momento, quando a Globo fala da pandemia no seu Jornal Nacional, é com o sorriso cínico de que ela estaria passando, de que o “pior já passou…”. Coisa que mesmo com os dados fraudulentos, não se mostra uma verdade. A esquerda pequeno-burguesa, por ser uma esquerda que politicamente sempre está a reboque da política da burguesia, cumpre a mesma função de fechar os olhos ante o genocídio da população. Nas eleições municipais os candidatos, tanto da direita quanto da esquerda pequeno-burguesa, não fazem menção em sua campanha eleitoral do problema real da pandemia. E, claro, ao silenciar o problema não fazem nem questão de apresentar um programa de combate a mesma. 

Esses mesmos números são extremamente fraudulentos e subestimados com a realidade, afinal os governos dos três primeiros países são conhecidos por terem os piores quadros de testes do mundo, que é o básico para se ter uma noção mais ou menos exata da situação da pandemia no seu próprio país. E quanto mais alarmante a situação, menos alarde se vê na imprensa burguesa mundial. É como se, sem cura, passou. É um mundo maravilhoso o apresentado pelos maiores veículos de propagações de falsificações do mundo: a imprensa da burguesia e do imperialismo mundial. Veja-se, por exemplo, a campanha em todo território mundial pela reabertura de escolas, sem nem sequer tenhamos chego em qualquer tipo de tratamento. Isso, claro, em nome de algo muito “digno”, a “educação”. Que na verdade é pura falsificação e propaganda barata, já que a reabertura é apenas um interesse econômico dos banqueiros, que viu o PIB de todos os países regredir 1,5%, abrindo um prejuízo quantitativo nos seus lucros. Para recuperar os cofres privados, nos perguntamos onde ficou o cívico “Fique em casa?”. 

No início da pandemia, toda a burguesia se unificou em uma campanha chamada “Fique em casa”. Essa campanha visava promover uma cegueira social de setores da pequena-burguesia que acreditavam, vergonhosamente, que a única maneira de combater a pandemia era um método preventivo do isolamento social. Qualquer pessoa vista saindo de casa era considerada culpada, um “vetor do vírus”, enquanto a burguesia promovia um clima policialesco e de vigilância da própria população sobre uma outra parcela da população. Algo aberrante. Abriu precedente para políticas altamente repressivas contra a população. Sobre o pretexto de causar “aglomerações” vimos uma repressão barbara da polícia sobre o povo. Tivemos locais no Brasil, como no Paraná, em que cidades adoram números para você denunciar “aglomerações”; que nada mais era que uma dezena de pessoas reunidas. Nessa campanha, vimos o governador genocida João Doria (PSDB) e a esquerda pequeno-burguesa a reboque de uma política totalmente repressiva, a reboque de uma direita verdadeiramente carniceira. A polícia aumentou exponencialmente sua repressão, e a esquerda aplaudiu uma campanha cívica e extremamente vazia de conteúdo. O resultado? Ninguém “lembra” dessa campanha idiota e temos mais de 1 milhão de mortos. 

Sem contar que, uma coisa óbvia que nunca foi denunciada por essa esquerda, que a própria burguesia sustenta figuras como Doria que impedia a população de realizar qualquer isolamento social que fosse. A burguesia, enquanto maquiava cidades com o fechamento do comércio, o terceiro setor da economia, nunca fechou suas fábricas. Continuou aglomerando os trabalhadores em ônibus superlotados, promovendo uma política criminosa de corte de diversas linhas de ônibus para atender os interesses das companhias privadas do transporte coletivo, e colocava os operários em seus postos de trabalho aglomerados. Para um trabalhador o “Fique em casa” nunca teve um sentido prático. Enquanto a direita rosnava e a esquerda mugia atrás, não havia nenhum isolamento nas indústrias e outros serviços essenciais que promovem o lucro da burguesia. Essa campanha desapareceu juntamente com o “combate” da Globo sobre a desinformação dos bolsonaristas a respeito do coronavíorus. Essa polícia ridícula foi o primeiro esboço da frente ampla.  

Agora, com a questão da obrigatoriedade da vacina, que é uma questão extremamente estranha –  porque é levantada sem nem sequer existir vacina alguma – a esquerda pequeno-burguesa aplaude o cortejo de horrores da política da direita. O Bolsonaro, como se é vísivel, não tem nenhum interesse em vacinar a população e para dizer isso disse que é conta a obrigatoriedade. Doria, o “oposto” do bolsonarismo segundo o mico da frente ampla, disse que é a favor da obrigatoriedade. E a esquerda apoiou a ideia de Doria, que também é proposta de lei de Aecio Neves… Em vez da esquerda, em uma política independente, exigir a vacina e uma campanha democrática para as pessoas se convencerem de tomar, apoiou a repressão do PSDB. Novamente. Quer dizer, é uma política sistemática. É uma promoção de uma ala da direita para “derrotar” Bolsonaro, se valendo da esquerda. Enquanto, na realidade, não se há vacina e muito menos esse mundo encantado onde a vacina está próxima e a cura virá com a direita tradicional do regime político.  

É preciso denunciar a situação do coronavírus, e chamá-lo pelo nome político: genocídio. Bolsonaro, a direita tradicional, a burguesia e o imperialismo têm como política a respeito desse tema a mesma: nenhuma. Deve-se denunciar essa tentativa da frente ampla de alçar Doria como opocisão a Bolsonaro, pois os dois não tem absolutamente nenhuma diferença sobre a maneira de lidar com essa situação concretamente. É preciso um plano de mobilização, independente, para barrar o avanço do genocídio, reivindicando hospitais de campanha, testes, respiradores, um isolmento total e irrestrito da população. Um salário de auxílio emergencial para a população sobreviver a crise economica gerada pela pandemia e derrubar os algozes do povo que se aproveitam da situação para aumentarem seus lucros: Fora Bolsonaro e todos os golpistas!

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