Santiago-de-Cuba
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O imperialismo caminha em direção à bancarrota. Os conflitos internacionais, impulsionados pelos sanguessugas do mundo, deliberam o caos econômico no qual os países imperialistas estão mergulhando, quando não submersos. Quando se trata de acossar os países de economia debilitada, os EUA são os primeiros a bater a meta: Guatemala, Nicarágua, Venezuela e Cuba, sofrem o aperto da bota dos ianques nas frágeis delimitações político-econômicas que lhes restam. Desta vez, o governo dos Estados Unidos ampliou ainda mais as sanções econômicas contra Cuba.

Desde quarta-feira (5), o turismo de grupos à ilha caribenha está proibido pelo Departamento de Tesouro americano. Estão vetadas, portanto, viagens em cruzeiros, iates, aviões particulares e voos fretados. Segundo o cinismo escancarado de Steven Mnuchin, secretário do Tesouro, “Cuba continua a desempenhar um papel desestabilizador na região, fornecendo uma plataforma comunista e apoiando adversários dos EUA em lugares como Venezuela e Nicarágua, fomentando a instabilidade, minando o estado de direito e suprimindo o processo democrático.”

Vale, aqui, salientar que os EUA ampliam um bloqueio desumano contra Cuba, desde 1962, com o objetivo de desestabilizar o regime cubano que se emancipou das garras do imperialismo norte-americano após a revolução de 1959.

O governo Trump, por sua vez, reavivou a animosidade dos setores mais reacionários quanto à política EUA-Cuba, diferente da abertura comercial entre os dois países, promovida por Obama. Trata-se, em todo caso, de estrangular a economia cubana para esfolar o povo e depois dilapidar toda a riqueza nacional da ilha caribenha.

Está mais do que claro que os EUA estão apertando o cerco contra Cuba; assim como o fazem através da ofensiva contra o governo da Venezuela e Nicarágua, de uma só vez. O objetivo, portanto, é obter pleno controle da região, uma vez que os principais países capitalistas se encontram inseridos e atolados na crise capitalista mundial.

Diante da escalada golpista a nível mundial, o imperialismo precisa intensificar a exploração e o roubo na região para se manter às custas dos países atrasados e de sua miséria.

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