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Pouco mais de um mês depois das eleições que deram vitória apertada ao Primeiro-Ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a crise no regime político de Israel se aprofunda. Netanyahu, representante da extrema-direita ligada diretamente aos interesses imperialistas norte-americanos, não conseguiu fechar acordo no Parlamento para a formação do governo.

A crise é tão profunda que o Parlamento votou por sua própria dissolução e decidiu convocar novas eleições. Até mesmo a burguesia imperialista e sua imprensa admitem um verdadeiro caos político. A crise ficou expressa na impossibilidade de unir os partidos da direita para o controle das 120 cadeiras do Parlamento.

A crise já tinha ficado escancarada na vitória apertada de Nethanyahu, que venceu com diferença 0,34% em relação ao segundo colocado, obteve apenas 26,45%. O momento que antecedeu as eleições foi marcado por denúncias de corrupção contra ele e sua esposa. E seu filho passou pelo escândalo de ter sido banido do Facebook por ter “propagado discurso de ódio” contra palestinos.

Com as novas eleições, a crise deve se intensificar. A burguesia imperialista vê o seu principal enclave no Oriente-Médio se desestabilizar o que pode resultar em uma instabilidade generalizada na região.

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