“Nova” votação do estatuto da Cassi é mais uma tentativa de liquidar com o plano de saúde dos trabalhadores
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“Nova” votação do estatuto da Cassi é mais uma tentativa de liquidar com o plano de saúde dos trabalhadores
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Está marcada entre os dias 17 e 27 de maio próximo uma nova consulta de alteração no estatuto da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), depois de ter sido rejeitada na primeira consulta por 80% da categoria.

Não foi por acaso que a grande maioria dos trabalhadores do Banco do Brasil rejeitaram a proposta da direção golpista do banco, pois sabem muito bem que a mudança é um ataque sem precedentes, que visa liquidar com a Cassi, a maior operadora de autogestão em saúde do Brasil, e abre caminho para transformar em um plano de saúde de mercado. É tudo que os banqueiros privados, nacionais e internacionais querem.

A tentativa de mudança do estatuto acontece em meio aos ataques do governo golpista, através de seus prepostos nos bancos estatais, aos planos de saúde das empresas. A Resolução CGPAR (Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União) nº 23 é um instrumento dos golpistas que visa liquidar com os planos de saúde das empresas estatais, dentre eles a Cassi. O que verdadeiramente está por trás dessa resolução é satisfazer os interesses dos banqueiros nacionais e internacionais, os grandes financiadores do golpe de Estado no país.

Depois da primeira derrota na tentativa de aprovação de mudança do estatuto (a nova proposta não muda em praticamente nada da consulta anterior) a direção do banco, contando com a colaboração de entidades dos trabalhadores (Anabb, Contec, AAFBB, FAABB e Contraf), vem intensificando a propaganda terrorista a favor do “sim” através de centenas de milhares de panfletos, da Cassi e das entidades dos trabalhadores, distribuídos nos locais de trabalho e nas residências, além da profusão de comunicados internos diários emitidos pela empresa, pressão de gerentes e administradores, etc. – pois sabem muito bem que os trabalhadores olham com enorme desconfiança a consulta o que coloca em risco a sua aprovação.

A fórmula de “salvação” da Cassi alardeada pela direção do banco é um conto-da-carochinha, que nem criança cai nessa conversa. Mentem para os trabalhadores ao afirmar que não haverá a quebra de solidariedade no plano, quando passa a cobrar percentuais de dependentes e tratamento diferenciados para futuros aposentados. O atual modelo no princípio de solidariedade é a cláusula que une trabalhadores da ativa e o que protege os aposentados, com ampla cobertura e com custeio baseado no sistema mutualista, pelo qual o conjunto dos participantes contribui com regras iguais e o fundo gerado custeia as despesas assistenciais de cada participante e seus dependentes e cuida de todo grupo de acordo com as suas necessidades em saúde.

Cabe aos trabalhadores do Banco do Brasil e suas organizações barrar mais esse ataque do governo golpista e organizar uma mobilização pelo controle do plano unicamente pelos trabalhadores, e dizer um sonoro não a mais essa manobra golpista de mudança no estatuto na entidade dos trabalhadores.