Nova variante do covid-19
Os profissionais da saúde do estado relatam que essa nova fase tem maior transmissibilidade devido à mutação
ambulancia covid manaus
Pacientes internados em Manaus começam a ser transferidos | Foto: Reprodução.
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Pacientes internados em Manaus começam a ser transferidos | Foto: Reprodução.

O estado do Amazonas passa por uma nova onda de covid-19, com sintomas de infecções mais grave e letal, como também apresentando evolução mais rápida comparada à primeira onda. Os profissionais da saúde do estado relatam que essa nova fase tem maior transmissibilidade devido à mutação, gerando assim uma nova variante do covid-19.

Dados estudados mostram que pessoas mais jovens estão morrendo, segundo relato de óbitos no Portal da Transparência. Na proporção de quatro em cada dez óbitos, os mortos tinham menos de 60 anos. Os especialistas dizem que os sintomas dessa nova onda são menos perceptíveis em exames clínicos. Em janeiro, Manaus atingiu recorde de enterros com 150 sepultamentos em um só dia. A hospitalização explodiu, chegando a 250 pessoas, comparado à média no mês passado, de 40 pessoas. Hoje, os casos de covid-19 no Amazonas chegam a 265.994, sendo que desses, 225.426 foram recuperados; e 8.018 vieram a óbito.

E os problemas ainda não acabaram, com os fomentos “da volta às aulas”. Tudo indica que em fevereiro teremos mais calamidades; teremos mais mortes nas faixas etárias onde estão situadas as crianças e os adolescentes. Devemos dizer não à abertura das escolas! Não a volta às aulas, até que tenhamos uma situação controlada da pandemia, juntamente com vacinas para todos e assistência básica de saúde pública. Quem se beneficia com a abertura das escolas é a pequena burguesia e a burguesia, classe média e classe dominante, enquanto o povo pobre, em condições de vida deploráveis, de miséria não tem condições de sobreviver com os preços dos gêneros alimentícios de primeira necessidade.

A capital do Amazonas está passando por uma nova fase de calamidade, com essa nova onda de casos e internações, exigindo mais leitos para pacientes, crescendo mais que a primeira fase. Devido essa calamidade o governo do estado, juntamente com o governo federal golpista, está transferindo 235 pacientes para sete estados e para o Distrito Federal. Há grande risco de espraiamento dessa nova variante em todo o País.

O sistema público de saúde, em Manaus, ou melhor, em todo País, é precário, está sucateado. Houve uma melhora nos governos do PT, mas nunca chegaram a suprir completamente a proposta e a política do SUS de universalidade, integralidade, equidade, descentralização, regionalização, hierarquização e participação social. Então, depois do golpe de 2016 se iniciou o desmonte do sistema público de saúde, com “teto de gastos fixo para a saúde e a educação”. Acabou com a estrutura que tinha antes, nos governos do PT.

Hoje, há carência de tudo, leitos, insumos hospitalares, dentre outros itens básicos. Hoje, falta até mesmo oxigênio para os pacientes internados. A calamidade é tamanha que nessa semana a própria Venezuela enviou suporte ao estado de Manaus, com envio de oxigênio. Não houve divulgação nenhuma por parte das mídias imperialistas e pelo governo golpista. Somente aqui, no Diário da Causa Operária (DCO) foi acompanhado a chegada e os agradecimentos da população durante o percurso do comboio venezuelano.

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