Vitória popular
Nova Assembleia Nacional tomou posse nesta terça-feira, sob protestos de uma direita golpista completamente esvaziada de apoio popular
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epa05090732 A general view of the National Assembly session in Caracas, Venezuela, 06 January 2016. After their emphatic victory in the 06 December parliamentary elections in Venezuela, the opponents of the socialist government took power on 05 January in the National Assembly. In a turbulent inaugural session, the deputies took their oaths, leaving President Nicolas Maduro's socialists out of the majority in the parliament for the first time in 16 years.  EPA/MIGUEL GUTIERREZ
Assembleia Nacional bolivariana. Força popular garantiu vasta maioria ao chavismo | Foto: EPA/MIGUEL GUTIERREZ

Os novos congressistas da Assembleia Nacional assumiram oficialmente seus cargos na última terça-feira (5), durante uma sessão na sede do Legislativo, em Caracas. Na posse da nova Assembleia, Jorge Rodríguez -do PSUV, partido do chavismo-, ex-vice-presidente e ex-ministro das Comunicações, foi eleito presidente da Casa e lembrou denúncias recentes de corrupção envolvendo o líder opositor e golpista, Juan Guiadó:

“Há dinheiro dado pela comunidade internacional para a Venezuela e que estão em nome de Guaidó, Leopoldo López e Julio Borges em contas fora do país. Eles gastaram em bebida e em prostitutas. Também roubaram empresas estatais e dinheiro da Venezuela que estava no exterior”, afirmou Rodrígues em seu discurso.

“Haverá concórdia e democracia, mas há crimes que não podem ser perdoados, foram crimes contra os mais humildes e os trabalhadores. Não podemos esquecer o que ocorreu nos últimos cinco anos e vamos ter de revisar todas essas decisões”.

Os discursos foram recebidos com aplausos e gritos de “Viva a Revolução Bolivariana” dado pelos novos deputados. O local também recebeu uma nova decoração, que inclui quadros com as imagens de Hugo Chávez e Simón Bolívar.

Enquanto era denunciado na Assembleia oficial, Juan Guiadó era eleito presidente da Assembleia simbólica da direita venezuelana,  em uma sessão online organizada pelos parlamentares de oposição mais diretamente ligados ao imperialismo, por sinal, os que procuraram boicotar as eleições ocorridas em 6 de dezembro e recusam-se a reconhecer a legitimidade do resultado eleitoral.

Sucessão de fracassos

A direita golpista boicotou as eleições parlamentares de 2020 por saber que perderia, adotando a tática de deslegitimá-la para esvaziar a participação eleitoral e buscar uma reorganização política do grupo, já que a falta de apoio popular para repetir o feito de 2015 era perceptível. Em um grau muito limitado, a tática até deu certo.

Com a oposição fora, muitos venezuelanos relativizaram a importância de aglomerar-se para votar em meio à pandemia, o que explica a abstenção elevada. Contudo, isso não tira em nada a validade do processo e nem diminui a expressiva vitória do chavismo, que conquistou dois terços dos assentos na Assembleia.

De autoproclamado presidente venezuelano, a líder de uma autoproclamada Assembleia Nacional, Guiadó usou as redes sociais para criticar o novo parlamento, e naturalmente, o governo bolivariano:

“Este é o método que a ditadura usa”, escreveu o golpista, acrescentando: “Temos enfrentado obstáculos e continuaremos adiante. Enquanto a ditadura tenta gerar terror e militarizar o Parlamento, estaremos instalando um novo período da Assembleia Nacional legítima”, completou Guiadó, em resposta à declaração dada por Jorge Rodríguez em seu discurso de posse.

Essa tática já havia sido adotada na eleição presidencial de 2018, que deu a reeleição ao atual presidente, Nicolás Maduro. A mesma campanha do imperialismo acusando o processo de fraude, sem nenhuma evidência e em contraste com as dezenas de observadores internacionais que demonstraram que o processo foi democrático.

Desde 2014, foram inúmeras as tentativas do imperialismo de derrubar o governo nacionalista de Maduro, crescentes em quantidade e agressividade. Nesse período, viu-se uma tentativa de assassinato do presidente Maduro por meio de drones, uma tentativa de golpe de Estado liderada por Juan Guaidó em 2019, a mobilização da frota da marinha dos EUA perto do litoral venezuelano, uma invasão territorial realizada por mercenários e capturados pela milícia de pescadores armados, a visita de Mike Pompeo à fronteira da Venezuela com o Brasil.

Colhendo os efeitos negativos de cada insurreição malograda e ainda a aproximação política com os responsáveis pelo bloqueio genocida imposto pelos EUA, a oposição golpista apoiada pelo imperialismo viu a força adquirida em 2015 minguar cada vez mais.

Ajudou também nesse processo a percepção popular da direita como cães de guarda dos interesses do imperialismo, que durante a pandemia, intensificou o bloqueio econômico contra o país, o que não apenas impede a economia venezuelana de se estabilizar mas mantém uma escassez criminosa de insumos necessários para sobreviver ao coronavírus.

Força popular

A campanha que se vê na imprensa burguesa contra o processo eleitoral venezuelano cumpre, desta forma, um dos objetivos planejados pela direita golpista venezuelana, de minar o regime bolivariano através da calúnia, usando isto como base para o golpe de Estado. E não é, de forma alguma, uma novidade.

A novidade reside na força ganha pelo governo bolivariano. Com o boicote oposicionista, o chavismo venceu com muita tranquilidade a disputa, conquistando 256 das cadeiras, consolidando assim sua força no Parlamento com base na popularidade do regime, medida justamente pela disposição da parcela da população que mesmo sob condições adversas, sobretudo pela pandemia, se dispôs a ir às urnas votar.

Foi esta nova Assembleia, resultado da popularidade do governo, que tomou posse nesta terça, garantindo força ao regime bolivariano.

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