“Notre-Dame não vai cair”: vandalismo neoliberal de Macron cortou verba para reforma da catedral em 2017

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Da redação – Continua a saga da destruição neoliberal perpetrada pelo imperialismo mundial contra o desenvolvimento da sociedade. A nova fase de demolição dos patrimônios históricos da humanidade, após os golpistas brasileiros queimarem o Museu Nacional, na França o serviçal dos banqueiros, Emmanuel Macron, é responsável pelo incêndio da famosa Catedral de Notre-Dame.

Conhecida mundialmente, para além de sua beleza, também pelo famoso livro O Corcunda de Notre-Dame, de Victor Hugo, publicado em 1831, ela vem se deteriorando.

Em 2017, quando o governo foi alertado sobre a queda de pedaços da catedral na cabeça dos visitantes, o então “resposável” pelo Ministério da Cultura, grande gênio da arquitetura, afirmou: “a França tem milhares de monumentos e Notre-Dame não vai cair”.

E agora?

A Catedral de Notre-Dame (“Catedral de Nossa Senhora de Paris”), ou no que os capitalistas a transformaram nesta segunda-feira (15), é uma das catedrais góticas mais antigas e famosas da França. Teve iniciada sua construção no ano de 1163, na pequena ilha Île de la Cité em Paris, onde é rodeada pelas águas do Rio Sena, levando até a capital francesa  no seu período de verão em torno de cinquenta mil visitantes de todo o mundo.

Agora, teve a beleza das altas torres e dos belíssimos vitrais coloridos, que representam toda a beleza da arquitetura medieval e materializam parte da história francesa, destruída pelos banqueiros e especuladores.

Sobre as denúncias, os governos neoliberais vêm negando verbas para a manutenção dessa magnífica obra de arte ao longo de décadas, e pior, de acordo com a reportagem publicada pela revista Time em 2017, o monumento de mais de 60 metros de altura estaria desmoronando, estaria soltando pedaços de calcário dos mais variados tamanhos, que estariam caindo dos mais altos capitéis e ameaçando a vida das pessoas.

Foi denunciado à época que duas seções de paredes estariam faltando, as quais os padres tentaram remendar com madeira, e, mais incrível, as faces das gárgulas – encontradas também nas famosas imagens da animação da Disney  – derretem como a manteiga francesa, Presidént, no calor da frigideira.

Remendo nas paredes da Catedral de Notre-Dame

Em 2017, as autoridades estipularam um montante de 6 milhões para restaurações, mas o próprio Ministro da Cultura disse que Notre-Dame não deveria esperar nenhuma ajuda desse tipo. A Igreja, vendo que o governo capitalista realmente não iria estabelecer nenhuma parceria, fundou a Friends of Notre Dame, “Amigos de Notre-Dame”, que pretendia levantar 100 milhões de euros nos próximos dez anos, o que agora se transformou em mais uma grande tragédia por conta dos tubarões capitalistas inimigos da cultura.

É preciso que fique claro: a política neoliberal visa privatizar para aumentar lucros e destruir serviços diversos que incluem a cultura, pois não prezam esses valores, ao contrário do que dizem. O que interesse mesmo para os capitalistas é o lucro.

No Brasil, Bolsonaro está fazendo exatamente a mesma coisa. No Rio de Janeiro, o Museu Nacional sofreu dessa política, e em São Paulo, João Doria pretende acabar com o máximo de patrimônios que puder, entregando estádios de futebol, parques públicos e muito mais.

O povo francês deve reagir energicamente contra mais essa destruição, pois ela na verdade é de conjunto, de todo o país. Mais uma vez neste sábado o governo Macron pode ser colocado em cheque, e, mesmo que a laicidade exista no país de onde vieram as luzes do saber sobre as trevas da medievalidade, os trabalhadores não aparentam aceitar a volta do obscurantismo e da destruição de tudo que a sociedade construiu.