Imperialismo
A nova política dos EUA, sob o comando de Biden desenvolve discursos agressivos e determinados sobre as nações que não demonstram disposição de se alinharem de forma subserviente

Por: Redação do Diário Causa Operária

O imperialismo tem pressa. Depois de enfrentar dificuldades internas com o governo Trump, cuja administração foi ineficiente para os objetivos das principais forças do império, Biden faz de sua administração um instrumento de correção das diretrizes do grande capital.

Belicoso ao extremo, mas vendido pela imprensa burguesa como uma pessoa equilibrada, Biden aciona uma máquina de destruição com discursos agressivos, intensos e que praticamente impõem quais devem ser as atitudes dos alvos de sua comunicação. O imperialismo determina, não dialoga nem conversa.

Trump fez enorme confusão no cenário internacional, desorganizando a política efetuada por seu antecessor, Obama (Partido Democrata). Biden, o novo presidente eleito pela fraude eleitoral – organizada pela burguesia de conjunto – como aquele que irá recolocar os EUA no comando do mundo, diante de uma suposta ameaça da China e da Rússia sobre sua hegemonia, pretende a todo custo falar alto, esmurrar a mesa e liberar seus falcões para a caça aos desobedientes. Os EUA mostram forte crise e deterioração no controle da geopolítica mundial criando um cenário incerto quanto a guerras reais.

Durante coletiva de imprensa, de acordo coma a agência Reuters em 24 de fevereiro, Ned Price, porta-voz do Departamento de Estado, confessou que a “paciência” dos EUA não é ilimitada, referindo-se ao Irã, que corretamente não mostra acreditar na possibilidade de diálogo para retornar ao Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, em inglês).

Quem pediu “para sair” foram os EUA, mostrando desprezo pelo acordo construído. Agora com uma pessoa experiente na Casa Branca, a verdadeira face do imperialismo, não mais o novato de características fascistas, Donald Trump, Biden sabe mais do que ninguém que a retirada dos EUA significou abandonar o controle, o que abriu espaço para reorganização do Irã com aliados, numa nova configuração.

Diante de tal cenário posto, o imperialismo decidiu pela desestabilização, incitando um clima de guerra e recados com ameaças, o que se dirige ao mundo e não somente ao Irã. Ao se retirar do acordo, o governo Trump iniciou uma desconfiança geral das nações com uma nova corrida para aquisição ou aperfeiçoamento de armas de destruição em massa, movimento corajosamente manifestado pelo Irã ao não seguir mais o acordo de forma unilateral.

Enquanto China e Rússia seguem comentadas pela imprensa imperialista como belicosas, quando na realidade essas potências desenvolveram capacidade superior focada na defesa, em especial a Rússia, o noticiário mundial não cita Israel ou Reino Unido ou França, como se tais nações não fossem donas de tal capacidade e tecnologia ou não representassem risco a segurança mundial.

A nação mais perigosa entre todas é os EUA, que já mostrou capacidade de queimar civis e militares ao utilizar bombas nucleares. Fez isso duas vezes.

Antigamente os porta-vozes escondiam melhor a realidade da política genocida e opressora do imperialismo. O fato é que diante da crise e da dificuldade de manter o controle, dentro do próprio País, o imperialismo se encaminha para uma política muito mais agressiva da vista durante o governo Trump. O recado curto do Departamento de Estado é: Não se iludam quanto aos nossos reais interesses. Atacaremos quem não se submeter a nossa política.

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