Nos frigoríficos, mulheres não podem engravidar

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Conhecido por ser o setor de produção que mais ocorre acidentes, bem como deixam seus funcionários inválidos em virtude de doenças ocupacionais, os frigoríficos também perseguem as mulheres grávidas com demissões.

As mulheres, na maioria das vezes, são obrigadas a esconder a gravidez com o receio de serem demitidas, mesmo sabendo que é ilegal sua demissão, uma vez que a maioria dos frigoríficos atuam à revelia da lei, principalmente quando diz respeito aos inúmeros acidentes e doenças dentro das fábricas.

O frigorífico Seara, do grupo JBS/Friboi, no município de Osasco, região Oeste da grande São Paulo, por exemplo, recentemente demitiu uma funcionária que estava grávida e veio a perder a criança na gravidez. Ou seja, a licença maternidade de 120 dias e estabilidade de cinco meses que lhe é garantida legalmente foi completamente rasgada.

O desespero das mulheres no mercado de trabalho, neste sentido é muito grande, com a possibilidade de perda do emprego. O desrespeito às companheiras trabalhadoras é tamanho que lhes é tirado, inclusive, em sua grande maioria, o direito à amamentação, creche, entre outros.

Apesar da exploração das mulheres com os salários bem abaixo do que o dos homens, os patrões querem, também tirar o direito das operárias terem filhos.