Política de privatização
Estatal está sendo completamente entrega aos capitalistas estrangeiros e com o fim do subsidio, quem paga é o povo
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Não ao reajuste! | Folha de São Paulo

Nesta quarta-feira (4), a Petrobras anunciou um reajuste de 33% nos preços de venda do gás natural, afetando em vários níveis o mercado consumidor, desde a residência à própria indústria.

O preço também irá subir no gás de botijão, e o GVN. De acordo com a empresa, os ajustes levam em consideração a cotação do petróleo tipo Brent, que destaca-se no mercado internacional. Assim, graças a oscilação dos preços no mercado e a alta do dólar, a empresa que tornou-se totalmente dependente do capital privado, vem promovendo diversos reajustes.

No Distrito Federal, por exemplo, o gás de cozinha ficou 5% mais caro, no seu 9º reajuste em apenas 11 meses, sendo que o mesmo poderá chegar a custar até R$ 74,08. No acumulado de todo o ano, o aumento foi de 16,1%, um verdadeiro impacto para os trabalhadores que necessitam do produto em plena crise de desemprego.

Esta política de reajustes acentuados é realizada pela Petrobras desde 2016. A empresa foi um dos principais alvos do golpe de Estado, e tornou-se ponto de forte especulação econômica, sobretudo de capitalistas estrangeiros, que impulsionam a privatização completa de estatal.

A política golpista a serviço do imperialismo, serviu justamente para tirar os subsídios ao mercado interno. Ou seja, os subsídios que permitiam que independente das grandes oscilações do mercado internacional, o Estado iria garantir que o preço fosse minimamente acessível à população.

Agora, com a retirada destes subsídios, todos os preços foram indexados ao mercado internacional, um alinhamento da estatal a especulação capitalista mundial. Dessa maneira, os preços do combustível produzido no próprio país, dependem diretamente dos interesses de países como os Estados Unidos, um dos maiores produtores de petróleo do mundo.

A questão da Petrobras é um ponto chave para a própria independência econômica brasileira.  A mesma, corresponde ao menos 33% de todas as riquezas produzidas no país, de acordo com dados oficiais do próprio governo federal. Sua entrega aos grandes tubarões capitalistas, equivale a entregar cerca de 1,8 bilhões do PIB brasileiro, um verdadeiro ataque que está sendo realizado desde o golpe de Estado de 2016.

Por isso, o governo Temer, e agora Bolsonaro, promovem esta destruição da estatal. Os reajustes, agora promovidos pela Petrobras, só servem para acentuar os ataques feitos contra a população e promover, cada vez mais, uma entrega total da empresa ao imperialismo. Uma luta que vem sendo travada desde sua fundação, ainda no governo Vargas, porém que, com o golpe fez, transformou a campanha “o petróleo é nosso” em campanha “o petróleo é deles”.

 

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