No Rio de Janeiro, todos contra Bolsonaro

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Passadas as férias escolares do mês de julho, uma espécie de recesso político para a esquerda, os atos deste dia 13 de agosto foram um passo muito importante no desenvolvimento da luta popular contra o governo Bolsonaro.

No Rio, a concentração do ato aconteceu na Cinelândia, a partir das 15 horas da tarde, e de lá partiu, por volta das 19 horas para o prédio da Petrobrás. Embora tenha sido convocado como sendo um ato em defesa da Educação, o problema da privatização da Petrobrás também foi um tema central da mobilização. Este é um fato importante e que aponta na unificação de diferentes setores contra Bolsonaro.

As falas do ato apresentaram uma novidade. Desta vez, não foi apenas o PCO quem levantou a palavra de ordem de “Fora Bolsonaro”. Algumas outras organizações defenderam esta palavra de ordem, inclusive no carro de som. Trata-se de mais um reflexo da pressão que as lideranças de esquerda estão sentindo de suas próprias bases e da população em geral, que cada vez mais se agarram ao “Fora Bolsonaro”.

Embora não tenha sido um ato tão grande como os de junho e julho passados, levando-se em consideração a precária divulgação e convocação, na realidade podemos afirmar que foi um ato grande. Pelas estimativas feitas pela militância do nosso Partido, cerca de 7 mil pessoas se concentraram na atividade.

Além disso, devemos levar em consideração a qualidade do ato. Além de estudantes e professores pudemos ver também muitos trabalhadores de outras categorias. E mais, trata-se de um setor que persiste nas ruas, mesmo após as sucessivas derrotas da esquerda, como no caso da recente destruição das aposentadorias.

Foi possível constatar a receptividade quase que absoluta da política do PCO. Vendemos mais de uma centena de jornais e milhares de adesivos “Fora Bolsonaro” e “Liberdade para Lula” foram distribuídos, além de centenas de panfletos e outros materiais.

A esquerda deve aproveitar a retomada das mobilizações e romper com a política de atos a conta gotas, um a cada mês, que são uma política de pressão sobre os parlamentares que já se demonstrou completamente falida repetidas vezes. Além disso, devemos ouvir a voz do povo e lutar frontalmente contra o governo, exigindo o “Fora Bolsonaro” e eleições gerais, com o Lula candidato.