Inflação
O Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) teve alta de 0,45% para o mês de setembro, a maior para esse mês nos últimos anos.
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SAO PAULO 09-09-2020 ECONOMIA NEGOCIOS LINK ARROZ E OLEO ALTA PRECO GONDOLAS DE ARROZ NO SUPERMERCADO EXTRA DA FREGUESIA DO O COM ALTA NO PRECO FOTO ALEX SILVA /ESTADAO
Carnes, tomate, óleo de soja e arroz tiveram maiores aumentos em setembro | Foto: Alex Silva/Estadão

O Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) teve alta de 0,45% para o mês de setembro, a maior para esse mês nos últimos anos. O índice em setembro avançou quase o dobro dos 0,23% de agosto, o motivo seria a alta nos alimentos.

O IPCA-15 é medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e como objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços entre o dia entre o dia 16 de um o mês e o dia 15 do mês seguinte. A alta de 0,45% em setembro foi a segunda maior do ano de 2020, perdendo apenas para janeiro onde os preços de carnes alavancaram a inflação, e a maior do mês de setembro desde o ano de 2012.

O grupo que mais contribuiu para a variação nos preços foi o grupo de alimentação e bebidas que teve uma alta de 1,48%, correspondendo a dois terço da variação total. Esse é justamente o grupo com maior reflexo nos orçamento dos mais carentes, os preços foram alavancados por altas na exportação, com diminuição na oferta interna, o que deixa a certeza de não haver alívio até o final do ano.

O indicado Índices Gerais de Preços (IGPs) calculado pela Fundação Getúlio Vargas aponta uma inflação ainda superior, com aumento médio de 1,96%, aumento três vezes maior que os 0,61% do IPCA-15 de agosto. Ele aponta como item da cesta de alimentos com maior inflação a carne com aumento de 3,42%.

Nos último meses os itens que mais tiveram aumento foram o óleo de soja com 20,33%, o arroz com 9,96% e o leite longa vida como 5,59%. No ano de 2020 esses produtos já acomulam altas respectivamente de 34,93%, 28,05% e 27,33%.

Leite, óleo, Arroz, ovo, cebola, manga, limão, feijão: estes são ítens da mesa do trabalhador, todos subiram mais de 20%, alguns índices dão crescimento de alguns ítens na casa dos 50%, como a cebola, o IPCA mente, a inflação é enorme para o trabalhador e os salários não tem reajuste.

Esse cenário é apenas um recorte da realidade, que subnotifica a inflação para as classes menos abonadas. O IPCA por exemplo considera famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos, o que faz com que seus números não transmitam a infração real da grande maioria da população.

A realidade do Brasil hoje é um quadro de fome, miséria, desemprego e inflação crescentes, todos resultados do golpe de estado de 2016. Essa situação calamitosa teve uma escalada com o governo Bolsonaro, ou seja a política de ataque a população teve uma escalada com o fascista Bolsonaro.

É dessa realidade enfrentada pelo Brasil hoje que emerge a necessidade de um programa de reivindicações imediatas dos trabalhadores tendo como foco o Fora Bolsonaro e todos os golpistas. Esse programa só conseguira aglutinar a classe trabalhadora e mobilizar a população se tiver afirmação contrária ao golpe de Lula presidente em 2022.

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