No peito e na raça: no dia da luta do povo negro, mulher enfrenta sozinha Bolsonaro

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Nesse dia 20 de novembro, Ana Vitoria Sampaio, historiadora e doutoranda na UnB, fez um protesto individual contra o presidente da fraude, o fascista Jair Bolsonaro.  “Você nunca vai me representar, seu bosta, seu merda”, gritou ela. “Presidente é o caralho”. No dia de Zumbi de Palmares, símbolo da luta do negro, uma mulher indicou o caminho da luta contra o golpe e o fascismo: enfrentar no peito e na raça.

O centro da política golpista levada por Bolsonaro é a política de terra-arrasada encomendada pelo imperialismo. Para colocá-la em prática, contudo, será necessário levar uma política intensa de perseguição aos movimentos sociais dos oprimidos, fato bem indicado pelas falas do fascista citadas por Ana Vitória em 2013, numa manifestação de movimentos LGBTs, feministas e negros na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara: “o erro da ditadura foi não tê-la matado”.

Muito diferente de ignorar as mobilizações fascistas, os setores organizados da população, os oprimidos e o povo em geral devem levar uma luta direta de enfrentamento contra o golpe e os golpistas. A efetivação do movimento, contudo, não deve vir de um rompante de coragem isolado apenas. É preciso estruturar a luta de forma a criar todo uma rede de solidariedade que proporcione apoio e segurança reais para o movimento. A criação dos comitês de luta contra o golpe e contra o fascismo, junto aos comitês de autodefesa devem cumprir esse papel central na luta dos trabalhadores hoje.

No mesmo sentido, as mulheres e os negros devem levar a luta contra o golpe não como uma luta a parte daquela principal a sua condição de opressão, mas como a única pauta com poder de fazer avançar suas reivindicações históricas. Isso porque os primeiros a perderem direitos e sofrerem com os ataques fascistas são exatamente aqueles cuja situação de subjugação é intensificada pela sua condição biológica.

Os negros são os mais atingidos pelo fim dos mais médicos, pelas chacinas nas favelas e pela política fascista do cárcere brasileiro. As mulheres, com o fardo social da criação dos filhos, devem sofrer com a privatização do ensino público, a instauração do ensino a distância até o nível primário, fora também serem diretamente atingidas pelas perdas de auxílios sociais como o Bolsa Família. Por isso, é preciso fazer uma aliança de luta para combater o golpe e o fascismo, por Fora Bolsonaro e Todos os golpistas e por Liberdade para Lula e todos os presos Políticos.