Por direitos, contra a direita
Já houve protestos na França, na Alemanha, na Inglaterra, na Espanha, nos EUA, no Equador, no Chile, na Bolívia, no Uruguai e agora os protestos chegam ao Brasil
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Protesto em Boston
Manifestação recente em Boston nos EUA. | Foto: Reprodução

Após cerca de 3 meses do Covid-19 se tornar uma pandemia, afetando todos os continentes do mundo, e não só isso como início de uma gigantesca crise do capitalismo mundial um fato já está claro, o povo não ficará em casa paralisado sofrendo as terríveis consequências dessas duas crises. Já houve protestos na França, na Alemanha, na Inglaterra, na Espanha, em Israel, nos EUA, no Equador, no Chile, na Bolívia, no Uruguai e agora os protestos chegam ao Brasil e tendem a se espalhar por todo o mundo.

Nos países imperialistas, mesmo com gigantescos recursos e sistemas de saúde públicos de qualidade, com exceção dos EUA, o covid-19 teve um impacto gigantesco, dezenas de milhares morreram em países com menos da metade da população do Brasil. Além disso com a imposição da quarentena, muitas vezes em forma de lockdown, a população trabalhadora mais pobre se viu sem amparo e começou a protestar, primeiro na Itália onde a doença atingiu mais cedo mas logo o epicentro das mobilizações foi para a França que tem com grandes manifestações desde o fim de 2018 com os coletes amarelos. Das periferias saíram os primeiros atos que agora se tornaram grandes, com milhares de pessoas, em Paris e nas cidades industriais afetadas pela crise, como o caso de Maubeuge que será intensamente afetada pelas 4,6mil demissões da Renault.

Os EUA são uma caso à parte pois com o governo do fascista Donald Trump e sem nenhum tipo se sistema de saúde a pandemia atingiu níveis absurdos com mais de 100mil mortes. Além disso a crise econômica atingiu em cheio uma economia que não havia se recuperado desde a crise 2008 resultando em, ate agora, 40 milhões de demissões. A situação ficou tão crítica que o assassinato do homem negro George Floyd pela polícia racista, que é algo frequente no país, foi a centelha que iniciou a gigantesca mobilização. Agora já estão espalhada por todo o território, acontecendo todos os dias a uma semana e de forma extremamente radical com enfrentamentos com a polícia, que reprime o povo de forma cada vez mais brutal. Em Washington a manifestação foi tão intensa que Trump teve que se esconder no Bunker da Casa Branca. Esses acontecimentos que reverberam por todo o mundo são a maior demonstração do estado atual de decadência do capitalismo mundial.

Na América Latina a situação não é diferente, os países que já haviam sido destruídos pelos governos golpistas impostos na última década agora são arremessados em uma enorme crise econômica e de saúde. O isolamento segurou os protestos por um tempo mas dada a realidade é impossível o povo não sair às ruas, no Chile e no Equador, que tiveram enormes mobilizações em 2019, elas voltam a crescer e continuam sendo duramente reprimidas. Na Bolívia em que o povo resiste ao golpe de Estado fascista de Camacho e Áñez já há protestos contra a fome pois o governo impôs a quarentena sem nenhum tipo de auxílio. O Uruguai também foi palco de atos visto que o governo de extrema direita também aproveitou a crise para atacar os direitos da população. Já nos países em que o golpe não teve sucesso como Venezuela e Cuba o Covid-19 chegou de forma muito mais branda, mostrando o tamanho da importância da luta política.

No Brasil que teve suas grande manifestação no início de 2019, represadas pela esquerda pequeno burguesa que não queria entrar na luta pela derrubada do governo golpista de Bolsonaro, houve uma demora para o retorno dos protestos. O início do ano indicava que as mobilizações iriam crescer mas a política desmobilizadora das esquerda frente o Covid-19 impediu mais uma vez as manifestações. O auxílio de 600 reais também foi uma medida do governo que tinha como único objetivo impedir a ebulição social, funcionou por um tempo, mas a burguesia se mostra cada vez menos disposta a manter qualquer auxílio a população. A tendência é do retorno das manifestações e esse domingo (31/05) mostrou essa realidade, em diversas cidades houveram atos antifascistas com o destaque para São Paulo. No Rio de Janeiro além deste ato houve também outro contra os milhares de assassinato realizados pela PM todos os anos, tendo uma clara influência do movimento dos EUA.

No mundo inteiro o povo é esmagado durante a crise, a burguesia nacional e internacional jogará todo o peso nos ombros dos trabalhadores para não perder seus lucros, mesmo que isso resulte na morte de milhões de pessoas, na miséria e na fome, isto é, os capitalistas mostram sua face verdadeira. Frente a isto é impossível que a classe trabalhadora se mantenha em casa, é impossível não partir para luta, e de fato é isso que vemos, na Europa, na América do Norte e na América Latina o povo sai às ruas contra os seus algozes. A esquerda deve sair de sua quarentena política, que sempre fui uma capitulação a política cínica do falso “fique em casa” da burguesia, e organizar e mobilizar o povo, pela derrubada do governo golpista e fascista de Bolsonaro.

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