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No mês da consciência negra, São Luiz terá VI Mostra Cultural Quilombola
Bloco afro do Maranhão Akomabu completa 30 anos
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O agora vice-presidente das eleições do golpe, o General da reserva Hamilton Mourão, em um encontro no dia  6 de agosto deste ano, em que abordava as condições de subdesenvolvimento do Brasil e da América Latina, afirmou que o Brasil tem um ‘complexo de vira-lata’ e que a “herança do privilégio (presente no país) é uma herança ibérica. Temos uma certa herança da indolência, que vem da cultura indígena (…). E a malandragem. Nada contra, mas a malandragem é oriunda do africano. Então, esse é o nosso ‘cadinho’ cultural.”

Bolsonaro, o presidente da fraude das eleições sem Lula, por sua vez, afirmou que as demandas dos negros, e de outras minorias, são puro ‘coitadismo’ e que ‘quilombolas não servem nem para procriar’.

No mês da consciência negra, saber que o novo presidente da república e seu vice são racistas e que não têm, portanto, o menor respeito pelos negros é revoltante, mas é também um chamado para a resistência, pois os negros serão alvo de perseguição do desgoverno militar que se instala no dia 01 de janeiro de 2019.

Por isso, é importante chamar a atenção para a VI Mostra Cultural Quilombola que será exibida em São Luiz, no Maranhão, nos dias 29 e 30 de novembro, na Casa do Tambor de Crioula, Casado Maranhão e Centro Cultural da Vale. E o dia 01 de dezembro, bem como para o encerramento da Semana da Consciência Negra: Tambores de Resistência.

A Mostra contará com rodas de conversas sobre a luta e os direitos da população negra, apresentações de tambor e berimbau, oficinas de troque de caixa e de tranças, entre outras atividades.

 

 

A programação completa é a que segue:

Dia 29/11

CASA DO MARANHÃO

09h30 às 10h30 – abertura/mesa com convidados

10h40 às 11h30 – palestra “Juventude Negra Rural Quilombola: Sonhos e Perspectivas”

11h40 às 12h20 – Apresentação Cultural dos Jovens Quilombolas

13h30 às 14h30 – Seminário de Educação e Juventudes Negras Quilombolas Rurais

14h às 18 – Feira/exposição

14h30 ás 16h20 – oficina de Prática e Saberes Quilombolas: Toque de Caixa do Divino Espírito Santo

15h às 16h20 – tambor de Crioula e Dança do Carimbó (comunidades quilombolas Pedrinhas Clube de Mães e Oiteiro dos Nogueiras)

16h30 – Cortejo Cultural da Casa do Maranhão à Casa do Tambor de Crioula do Maranhão Centro Cultural Vale Maranhão

15h ás 17h – visita à exposição AFRICANA: o diálogo das formas

 

CASA DO TAMBOR DE CRIOULA

10h30 – Roda de conversa ‘Festival BR 135: Cultura não é crise, é saída’. (Semana da Consciência Negra: Tambores de Resistência)
16h – IV Mostra cultural quilombola ‘Juventude, perspectivas, sonhos e desenvolvimento’.
16h30 – Cortejo Cultural Quilombola – Casa do Maranhão.
17h30 – Tambor dos Crioulos com Punga dos Homens do Quilombo Quebra

 

Dia 30/11

CASA DO MARANHÃO

13h30 ás 14h30 – Mesa de Abertura – Roda de Conversa “Juventude Negra, Direitos e Identidade”

14h40 às 16h – Tambor de Crioula com Punga das Mulheres e Boizinho de Cofo (comunidade quilombola Vila Fé em Deus)

16h às 17h – Aprsentação do Inventário de Referencias Culturais Quilomboas (nove comunidades com relacionamento Vale)

17h10 às 18h – roda de conversa sobre Saúde nos Quilombos (SEIR e SES)

16h10 às 17h – Oficina de trançado afro em cabelo

17h10 às 18 – Oficina de artesanato com palha de palmeira de babaçu (Pedrinhas Clube de Mães)

18h às 19h – Apresentação da Orquestra de Berimbau (comunidades quilombolas)

CENTRO CULTURAL VALE MARANHÃO

15h às 16h – visita à exposição AFRICANA: o diálogo das formas

 

CASA DO TAMBOR DE CRIOULA

14h – Roda de Conversa ‘O lugar da música preta’, trazendo as histórias, composições e ritmos que embalaram uma trajetória de resistência e luta nos diversos cantos da música afro-brasileira.

 

Dia 01/12

CASA DO TAMBOR DE CRIOULA

(Finalizando  a Semana da Consciência Negra: Tambores de Resistência)

10h30 – Roda de conversa ‘Cantadores, Coreiros, Caixeiras e Cantores’, histórias e personagens da Cultura Tradicional do Maranhão e suas influências na música popular maranhense. Participantes: José Lazaro (MA), Mestre Zé Olhinho (MA), Josias Sobrinho (MA), Zezé de Iemanjá (MA). Mediadora: Fernanda Preta (MA).
14h às 18h – ‘Diálogo de Matrizes, do Berimbau ao Rufador Hora’.
18h – Encerramento com a apresentação do Tambor de Crioula na Ginga da Capoeira.

 

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