Avanço da extrema-direita
Trata-se de uma política de caráter fascista, que pode abrir precedente para a perseguição em outras instituições
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
louvor
Presos no Maranhão terão que ler a Bíblia para diminuição da pena | Foto: Reprodução

Um projeto de lei, de caráter abertamente fascista, de autoria da deputada maranhense, Mical Damasceno (PTB), foi aprovado na Câmara Legislativa do Maranhão, estabelecendo a redução do tempo de reclusão para aqueles presos que lerem a bíblia.O projeto de lei estabelece ainda que a Bíblia deve estar presente de maneira obrigatória em todas as unidades prisionais, e que deve ser ofertada aos presos.

Além do Maranhão, outros estados, como o Ceará e São Paulo, aprovaram projetos semelhantes. Este caso é uma demonstração prática do avanço do política da extrema-direita contra os setores populares. Na última semana houve, por exemplo, o acontecimento escandaloso em que ativistas da extrema-direita, ligados a diferentes igrejas, foram até a um hospital em Recife tentar impedir que uma menina de apenas 10 anos, que havia sido estuprada, realizasse o procedimento abortivo. Para que o aborto pudesse ocorrer, foi necessária a mobilização dos coletivos de mulheres da capital pernambucana.

A imposição da leitura da Bíblia aos presos soma-se a esta investida da extrema-direita, utilizando-se da religião para tentar perseguir determinados setores. Além de passar por cima do caráter laico do Estado, a leitura da Bíblia na prisão, como condição para remissão da pena dos presos, passa por cima do direito à liberdade religiosa, abrindo um precedente para que o mesmo procedimento seja adotado em outras instituições, como as escolas, por exemplo.

No caso dos presídios é preciso destacar que o problema dos presos não é a falta de fé, mas sim a brutal situação de opressão que a eles é imposta pelo fascista sistema prisional brasileiro. Enquanto os deputados direitistas do Maranhão querem impor a bíblia aos presos, o governador do estado, Flávio Dino do PCdoB, quer aumentar o número de celas íntimas nos presídios, uma medida puramente demagógica, que não serve em nada para resolver o problema dos presos.

Com o avanço da pandemia do coronavírus, as prisões são um dos locais mais propícios para a disseminação da doença devido às péssimas condições sanitárias e a superlotação. É preciso impulsionar uma política de luta em favor das reivindicações dos presos, um dos setores mais oprimidos da sociedade capitalista.

Para impedir o aumento das mortes nos presídios, é de fundamental importância levantar a reivindicação de liberdade de todos presos. Praticamente a metade dos detentos no Brasil é composta por presos provisórios, os quais não chegaram a ser condenados. É necessário libertá-los para impedir o massacre por conta da pandemia e da situação de violência a que estão expostos.

 

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas