Bolsonaro criminaliza o MST
Bolsonaro envia tropas da Força Nacional contra o MST
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WS1 SÃO PAULO 03/07/2014 -  ATO/ MST- CIDADES - Manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST),  chegam no Largo da Batata em Pinheiros na zona sul da capital paulista. Além de sua reinvindicações eles também incorporam a luta pela readmissão dos 42. Eles pretendem caminhar até o Gabinete da Presidencia localizado na Avenida Paulista  metroviarios . FOTO: WERTHER SANTANA/ESTADÃO
MST em Luta | Foto: Reprodução

O governo Bolsonaro decidiu baixar uma portaria que viabiliza o envio de tropas da Força Nacional para reprimir os acampamentos e os assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra o (MST), no Extremo Sul da Bahia. Num cenário em que o governo corta o auxílio emergencial, veta apoio para os agricultores familiares, corta programas de financiamento e assistência técnica e paralisa a reforma agrária, o envio de tropas contra os assentados e acampados compõe o cenário de criminalização dos movimentos sociais tão desejado pelos setores mais retrógrados da política brasileira, como a União Democrática Ruralista que há tempos vem tentando pautar no Estado Brasileiro este tratamento desumano, particularmente contra os movimentos sociais do campo.

Por trás do envio de tropas para atacar o MST estão os interesses do agronegócio e da monocultura de exportação. Setor que ganhou visibilidade no governo Bolsonaro e que se arvora a ser a locomotiva do desenvolvimento brasileiro. Ao priorizar o agronegócio e desprezar a agricultura familiar e os movimentos sociais do campo o governo nada mais está fazendo que sendo obediente aos ditames dos interesses imperialistas que ditam uma divisão internacional do trabalho onde nos tornamos meros produtores de commodities, com baixo valor agregado, e consumidores de produtos industrializados, com alto valor agregado.

Algo parecido com a função que cumpríamos no mundo durante os quase trezentos anos em que fomos apenas uma colônia de Portugal e que ajuda a explicar porque, hoje em dia,  Portugal é um país desenvolvido e o Brasil é atrasado. Agora Bolsonaro quer nos reduzir como meras “colônias” de potências como os Estados Unidos e países europeus. Em nome desses interesses que vão do agronegócio, que só produz alimentos para a exportação, ao imperialismo é que Bolsonaro visa criminalizar o MST.

Desde o início da década de 1980 o MST vem construindo um caminho para a realização da reforma agrária no Brasil. Ocupando latifúndios improdutivos e trabalhando arduamente o movimento já é responsável pelo assentamento de milhares de famílias Brasil a fora e pela produção de milhões de toneladas de alimentos, que são consumidos território nacional. Ao longo das suas quatro décadas o movimento é exemplo de organização inspirando outros movimentos sociais pelo mundo a fora.

Portanto, a atitude do governo Bolsonaro que, na prática, constitui defesa de interesses imperialistas representados no território nacional por organizações como a UDR, é, em verdade um crime de lesa pátria, um ataque frontal do Estado brasileiro contra a própria nação. De olho nisto, o governador da Bahia Rui Costa, que disse não ter sido comunicado sobre o envio de tropas para o seu território, entrou com uma ação de inconstitucionalidade junto ao Supremo Tribunal Federal contra o ato de Bolsonaro.

Fica claro que o Estado brasileiro está em franco desencontro com a sua nação, uma nova ditadura se avizinha perigosamente. Assim o MST é uma força viva da nação brasileira atacado por um governo que prioriza os interesses da burguesia associada ao capital estrangeiro.

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