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Caos
No interior do Amazonas, faltam remédios e oxigênio nos hospitais
No município de São Gabriel da Cachoeira, falta remédios e oxigênio para os pacientes de COVID-19, e os médicos precisaram recorrer a uma vaquinha para comprar cilindros
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Caos
No interior do Amazonas, faltam remédios e oxigênio nos hospitais
No município de São Gabriel da Cachoeira, falta remédios e oxigênio para os pacientes de COVID-19, e os médicos precisaram recorrer a uma vaquinha para comprar cilindros
A abertura de covas coletivas foi necessária para o número mortos do Amazonas. Foto: reprodução
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A abertura de covas coletivas foi necessária para o número mortos do Amazonas. Foto: reprodução
Da redação

No município de São Gabriel da Cachoeira, falta remédios e oxigênio para os pacientes de COVID-19. Os médicos precisaram recorrer a uma vaquinha local para arranjar dois cilindros para a emergência da pandemia. Mesmo não sendo indicados para o uso médico, os equipamentos tem auxiliado a salvar o mínimo de vidas no hospital da região.

A cidade conta com apenas um hospital, que é gerido pelo exército. O hospital funciona por conta da sorte no caos, pois está completamente abandonado pelo governo federal. Além de contar somente com 15 respiradores mecânicos, não recebe bem os medicamentos e não tem nenhum leito de Unidade Intensiva de Tratamento (UTI). O hospital conta com a liberação de vagas na capital Manaus. O deputado estadual Fausto Jr. , PRTB, vem implorando ao governo que envie medicamentos para o estado, que apresenta uma situação devastadora.

Há grande suspeita de que o governo federal tenha enviado funcionários públicos do Ministério da Saúde já contaminados para as regiões, o que teria espalhado a doença para comunidades no interior do estado. Isso se prova porque o único barqueiro que tinha acesso às regiões foi infectado, muito provavelmente por um funcionário dos grupos de apoio do ministério. Esses funcionários estão indo às regiões sem serem testados para a doença. O barqueiro foi internado no mês passado e veio a óbito no dia 6 de maio.

Grupos e comunidades indígenas da região são aconselhadas a se isolarem em suas regiões e tratarem-se em casa, algo que não vem funcionando. Há comunidades inteiras com sintomas do coronavírus, porém, não há como contar essas pessoas para as estatísticas, pois não há testes suficientes. O Amazonas é a região que conserva o maior índice de grupos indígenas que vivem em aldeias do Brasil. Grupos como os Sateré Mawé, vem tentando amenizar a situação com medicina local e caseira, utilizando chás e remédios feitos com ervas e produtos naturais.

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O Amazonas é um dos cinco estados do Brasil com mais casos confirmados da doença, contudo, as evidências apontam para um estado de completo desastre na região. Apenas 2% da população brasileira vive no estado, no entanto, as estatísticas apontam que 10% de todas as mortes por coronavírus no país são de lá. No dia 21 de maio, o estado tinha confirmado 25.367 casos de coronavírus.

No entanto, um estudo de pesquisadores de saúde da Universidade de Pelotas, constatou que os casos de coronavírus do estado podem ser 20 vezes maiores do que os números oficiais indicam. Isto é, o Amazonas pode ter cerca de 400 mil casos da doença. Moradores da comunidade relataram que muito provavelmente há muito mais casos do que relatam as estatísticas oficiais, pois seus familiares morrem com sintomas claros da doença antes mesmo de algum tipo de ajuda chegar, ou testes serem realizados.

Isso tudo é assustador. Até ontem, a imprensa burguesa divulgou que o Brasil conta com mais de 310 mil casos do vírus confirmados. Isto é, apenas o que os dados oficias nos dizem, pois a situação real parece mais profunda. Outro detalhe assustador é que a Universidade de Pelotas ainda concluirá os estudos em outros estados brasileiros. Imagina-se o número de óbitos.

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Pois bem, a situação vivida no interior do Amazonas é um exemplo da política de combate à pandemia lançada pelo governo Bolsonaro. Isto é, uma política de genocídio total, e de abandono da população. Bolsonaro sabe que, por bem ou por mal, morrendo 20 mil ou 95 mil pessoas (como é o caso dos Estados Unidos), passaremos pela pandemia e, quem pode se proteger por conta própria, que o faça. Nessa situação, sabemos que as mortes entre a população pobre do país é a maioria esmagadora das estatísticas e dos casos que ainda não foram registrados. A direita finge que não tem compromisso com a população brasileira.

Este diário não tem o objetivo de, com estas denúncias, instaurar o terror na população brasileira, mas de denunciar o que de fato vem ocorrendo em nossa história. A solução certa para o problema é fruto do vasto conhecimento da situação e, diante disso, não é à toa que se fala da necessidade urgente da derrubada da extrema-direita do poder e a expulsão do governo Bolsonaro pelos trabalhadores. Este é um governo que serve aos ricos e está levando o país a um estado de hecatombe jamais vista em nossa história. A política dos golpistas ameaça a população de um genocídio.

 



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