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Sangue fortalece a resistência
No Iêmen, cresce a mobilização anti-imperialista após ataque ao Irã
A agressão dos EUA contra o Irã está fortalecendo a resistência anti-imperialista em todo o Oriente Médio
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Sangue fortalece a resistência
No Iêmen, cresce a mobilização anti-imperialista após ataque ao Irã
A agressão dos EUA contra o Irã está fortalecendo a resistência anti-imperialista em todo o Oriente Médio
Funeral simbólico de Soleimani em Sana, capital do Iêmen, no dia 6. Foto: Imprensa do Ansarullah
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Funeral simbólico de Soleimani em Sana, capital do Iêmen, no dia 6. Foto: Imprensa do Ansarullah

Sobre os ataques de Donald Trump que matou o general iraniano Soleimani, Muhammad Al-Bakhiti, membro do conselho político do Iêmen, afirmou que o sangue derramado do general só fortaleceu o eixo de resistência, que se unirá do Irã ao Líbano e à Palestina, contra as ofensivas do imperialismo americano.[1]

Al-Bakhiti relembrou os interesses dos Estados Unidos na consolidação da hegemonia sobre o Iraque. Além dele, o Ministro da Informação iemenita, Dhaifallah al-Shami, também já havia prestado solidariedade e companheirismo ao Soleimani. Segundo ele, o general “teve um grande papel na luta contra o terrorismo global”, e o sangue que os americanos derramaram nas nações que querem colonizar se transformará em milhares de militantes; além de mais revolta para acabar com a presença dos EUA na região.[2]

Conforme disse Jaber Awad, governador da província de Saada, também no Iêmen, o que eles fizeram “não merece outra resposta senão arrancar sua presença maligna e expulsar as forças americanas do Iraque e da região”. Vale lembrar que vários movimentos, nesses últimos dias, confirmam a marca da revolta causada pelo imperialismo. Assim foi no último dia 06, segunda-feira, numa cerimônia fúnebre em Saada, em homenagem ao general assassinado; tal como em Sanaã, para condenar sua morte e lamentar sua perda.

No dia 07, houve ainda outras cerimônias fúnebres, nas cidades de Hajjah e Dhamar. Cantaram cantigas anti-americanas, relembraram os antigos generais mortos e pisaram nas bandeiras americana e israelense como símbolo de rejeição e repúdio. Nesta sexta-feira, dia 10, houve ainda protestos em Bangladesh[3], também com faixas e cantigas contra o assassinato de Soleimani, condenando e denunciando os diversos outros ataques estadunidenses e israelenses.

 

 

[1] https://www.alahednews.com.lb/article.php?id=14918&cid=125

[2]https://www.presstv.com/Detail/2020/01/06/615501/General-Soleimani-was-prominent-figure-in-fight-against-global-terrorism:-Yemeni-min.

[3]https://www.presstv.com/Detail/2020/01/10/615835/Bangladesh-Iran-Qassem-Soleimani-US-assassination