No governo Bolsonaro, Ministério da Saúde não realiza compra de remédios utilizados em aborto legal
medicamento
No governo Bolsonaro, Ministério da Saúde não realiza compra de remédios utilizados em aborto legal
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O governo golpista e ilegítimo de Bolsonaro é um governo de ataque frontal à classe trabalhadora e a todos os seus setores, como é o caso das mulheres. Depois de pautar no Congresso uma proposta que criminaliza o aborto em todos os casos, inclusive em casos de estupros, depois de aprovar na Câmara uma proposta que restringe a licença maternidade, o governo golpista da extrema-direita agora deixou de comprar o misoprostol, um medicamento essencial e obrigatório em 4141 serviços de saúde obstétricos com leitos do SUS.

O misoprosol é fundamental para a realização de partos normais nos hospitais, bem como para a realização dos chamados abortos legais. De acordo com o presidente da Comissão de Assistência ao Pré-Natal da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Olímpio Barbosa de Moraes Filho, com a falta do medicamento cerca de 70% dos partos naturais virarão cesarianas. A diminuição do número de partos normais e naturais e o aumento de cesarianas atende aos interesses das empresas privadas de planos de saúde, as quais lucram com o crescimento dos partos cesarianos.

A falta do medicamento também é uma forma de impor a criminalização do aborto na prática, uma vez que sem essa medicação fica inviável a realização do aborto nos hospitais públicos e clínicas. De acordo com dados do Ministério da Saúde, menos de 25% dos 4000 estabelecimentos com leitos de obstetrícia do Sistema Único de Saúde, o SUS, receberam o medicamento.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, de 2010 até 2016, 4455 mulheres morreram no Brasil devido ao aborto clandestino. Os dados apontam também o crescimento do número de abortos no país entre 2016 e 2017, sendo a região norte a que teve maior crescimento, de 18%.

A política da direita e da extrema-direita golpista é a política de escravização das mulheres, da retirada de todos os seus direitos conquistados após décadas de luta. A luta pela real emancipação das mulheres passa pela derrota da direita e da extrema-direita, é preciso colocar abaixo todo o regime golpista, levantar as palavras de ordem de Fora Bolsonaro e todos os golpistas!