No Goiás, governado por latifundiários, sem-terra não pode ser candidato

JG Go

As eleições deste ano estão marcadas pela arbitrariedade e perseguição política contra a esquerda. A direita que deu o golpe de estado quer transformar a política em um monopólio dos partidos do grande capital e impor uma ditadura na qual o imperial judiciário, que não tem o voto de ninguém e, neste momento, serve diretamente aos interesses do grande capital norte-americano, decida por cima da Lei quem pode e não pode ser candidato, quem pode ser eleito, quem pode tomar posse, quem deve ser destruído etc.

O principal caso, obviamente, é o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso politico há quase seis meses e cuja candidatura foi cassada, pisoteando-se a própria Constituição Federal.

São centenas ou milhares os casos de candidatos cassados arbitrariamente, por uma Justiça que deveria servir apenas para organizar as eleições e garantir que a vontade do povo, em um regime democrático, fosse cumprida, seja ela qual for. O PCO, partido da luta contra o golpe, figura entre os partidos que mais tem candidatos impugnados e ameaçados de cassação do registro. Como o partido só tem candidatos trabalhadores, representantes das lutas dos explorados, os pretextos para a cassação são os mais absurdos, como o caso do companheiro Angelo Castro, candidato ao Senado pelo PCO em Santa Catarina, ameaçado de cassação, com sua candidatura “indeferida com recurso” com base na chamada Lei da Ficha Limpa por cota de uma dívida de R$ 100, já considerado quite pela justiça comum, mas que a Justiça Eleitoral “ressuscitou” mediante “delação” como forma de tentar impedir a candidatura do companheiro.

Há vários outros casos, que evidenciam uma clara perseguição política.

Por certo uma situação que mostra o caráter celetista e elitista dessa justiça é a decisão adotada no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE – GO)  no sentido “impedir candidatura de vice-governador do PCO naquele Estado, governado por latifundiários e chefes do agro-negócio e que tem como candidato e possível futuro governador o senador e fundador da organização de perseguição aos sem terra UDR (União Democrática Ruralista), Ronaldo Caiado, do DEM (sucessor do PDS e Arena, da ditadura militar).

Em seu voto a favor do indeferimento da candidatura do companheiro José Geraldo da Silva, trabalhador sem terra, negro, pobre, militante do PCO e da Frente Nacional de Lutas (FNL), o juiz relator, Marcelo Arantes de Melo Borges, assinalou que “verifico que o pedido apresentado não satisfaz todos os requisitos formais e materiais exigidos pelo art. 28 da Resolução TSE nº 23.548, de 18.12.2017, porquanto, mesmo após oportunizado, o postulante não atendeu o requisito de registrabilidade previsto no art. 28, inc. IV, da Resolução TSE nº 23.548, de 18.12.2017, qual seja: prova de alfabetização”. Isso porque o pobre sem terra, eleitor e com direitos políticos estabelecidos pela Constituição apresentou declaração de próprio punho, mostrando ser alfabetizado, mas não apresentou diploma ou anel de doutor, uma verdadeira afronta para um judiciário consorciado com o latifúndio golpista e suas lideranças políticas.

A tentativa de cassação de José Geraldo, deve ser denunciada em todo o País. Da mesma forma que todas as medidas do judiciário que transformam as eleições em uma verdadeira fraude na qual o único resultado aceito pelos golpista é que se referende a eleição de carrascos do povo brasileiro, defensores do grande capital estrangeiro e “nacional”, perseguidores e assassinos dos sem terra, em teto etc. Para estes juízes imperiais, aos negros, pobres, operários e camponeses, estaria reservado apenas reservado o “direito” de votar e referendar a eleição dos seus senhores.

Por isso e muito mais e, principalmente, pela prisão ilegal e cassação do ex-presidente Lula, a maior liderança popular do País, que a maioria dos explorados e suas organizações de luta querem ver na presidência, e que é preciso denunciar que a eleição sem Lula, é fraude, e impulsionar a luta pela libertação de Lula, já agora, na campanha eleitoral.