Abaixo a extrema direita
Somente um amplo movimento apoiado na mobilização dos trabalhadores e das massas populares é capaz de deter o avanço da extrema direita nacional
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Nurses wearing protective face masks hold crosses during a symbolic protest and tribute for health workers on Labour Day, amid the spread of the coronavirus disease (COVID-19), in Brasilia, Brazil, May 1, 2020. REUTERS/Ueslei Marcelino
"Foto - Reprodução"- Rechaçar a ofensiva da extrema direita é mais do que urgente e necessário |

Nesta sexta-feira, primeiro de maio, dia internacional de luta da classe trabalhadora mundial, um grupo de enfermeiros realizava, na praça dos três poderes, em Brasília, uma manifestação pacífica em homenagem a colegas que morreram trabalhando no enfrentamento à pandemia do coronavírus.

O protesto acontecia de forma tranquila e normal, até a chegada de elementos bolsonaristas que passaram a agredir verbalmente os profissionais de saúde, que nada mais faziam do que homenagear colegas que perderam a vida depois de se infectarem no ambiente de trabalho. Os profissionais, no ato, observavam as regras de segurança e proteção, mantendo distância entre um e outro, usando máscaras, sendo que cada enfermeiro carregava uma cruz simbolizando cada um dos colegas mortos.

Poucos minutos depois do início da pacífica manifestação, um grupo de apoiadores do presidente genocida Jair Bolsonaro chegou ao local dirigindo palavras ofensivas aos profissionais enfermeiros. Aos gritos, os bolsonaristas-fascistas começaram a hostilizar os enfermeiros, com o já tradicional palavreado da extrema-direita nacional, “vai pra Cuba, vai pra Venezuela”; “esquerdopatas”; “sindicatos são gafanhotos”, dizendo também que a campanha dos enfermeiros era “ridícula”. Em nota, o Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal protestou contra as agressões sofridas pelos trabalhadores da saúde que homenageavam colegas que perderam a vida.

A extrema-direita fascista já há algum tempo ocupa as ruas do país em defesa do bolsonarismo, da ditadura, do fechamento do regime, da tortura e da cassação e da violência contra a esquerda. Desde o golpe de 2016, grupos de extrema-direita buscam ocupar espaços que nunca lhe foram legítimos no cenário político nacional. Com a eleição (fraudulenta) de Bolsonaro, os fascistas se encorajaram ainda mais, passando a atacar e agredir, nas ruas, populares com vestimenta vermelha e até mesmo outros que realizavam atos e protestos pacíficos sem nenhuma vinculação partidária.

Não podemos deixar de registrar que a extrema-direita fascista ganhou espaço no país muito em função da inércia e da paralisia da esquerda nacional, que permitiu a ocupação das praças e ruas pelos bolsonaristas. Em várias oportunidades, este Diário alertou que era necessário impedir o avanço da direita nacional, salientando o perigo que isso poderia representar para o país e a luta os trabalhadores e das massas populares de uma forma geral.

É preciso ficar claro que o avanço da extrema-direita somente será detido na medida em que a esquerda nacional despertar do sono profundo e do estado de hibernação em que se encontra. Nesse sentido, faz-se necessário uma campanha de denúncia, levada por todos os setores que e opõem ao bolsonarismo, tendo como método a mobilização e a luta das organizações dos trabalhadores e das massas populares, única forma eficaz de impor uma derrota contundente ao bolsonarismo e à extrema-direita.      

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