Juventude é atacada
Crise mundial da decomposição do capitalismo atinge a juventude, afetando estes que tem nos estágios o seu primeiro emprego
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Crise do capitalismo atinge mais durante um setor vulnerável: a juventude | Foto: Reprodução

A crise amplificada, causada pela pandemia do novo coronavírus junto com a crise econômica mundial e os ataques dos governos burgueses inimigos da população (Bolsonaro, Ibaneis, etc.), sintomas da decomposição do capitalismo fazem com que empresas no Brasil e também no Distrito Federal demitam milhares de funcionários durante um momento muito delicado, em que o vírus atinge o país, deixando mais de 125 mil mortos sem contar os números subnotificados.

Juventude atacada durante a crise do capitalismo

O problema da pandemia afetou também os mais jovens, visto que a Lei da Aprendizagem é contabilizada com base no número de empregados. Na capital do país, cerca de 100 mil estudantes estão em busca de uma vaga no mercado de trabalho.

Os dados são do Centro de Integração Empresa Escola (CIEE). De acordo com a instituição, em todo o Brasil, 32 mil oportunidades para estagiários podem ser extintas por causa da pandemia. No DF, 2,7 mil aprendizes estão contratados, em 850 empresas.

Desse total, o número de companhias parceiras do CIEE sofreu uma retração de 11,85% desde março deste ano, quando surgiram os primeiros registros da Covid-19 no país.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad Contínua), a taxa de desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos atingiu 27,1%, no primeiro trimestre de 2020. O dado é similar na capital do país: 26,2%, de acordo com estudo da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).

Números expõem a diretriz da burguesia para os jovens

Há hoje, no Brasil, cerca de 17, 6 milhões de estudantes com possibilidades de estagiar, seja no ensino médio, técnico ou nível superior. Com a crise econômica, a retração do mercado interno, recessão, etc., causados pelo programa econômico do golpe, apenas 1 milhão estão trabalhando como estagiários hoje. 8 milhões de estudantes universitários do país, somente 740.000 estão em programas de estágio, menos de 10%.

Ou seja, mais de 90% dos estudantes ficam de fora de um programa importante, tanto para o estudante, que as sob condições corretas, permite conciliar experiência profissional, renda, ainda que pouca, e estudo, quanto para o país, com a entrada de enorme contingente de força de trabalho e com grande quantidade de massa salarial a mais circulando, que aquece o mercado interno.

No entanto, no Brasil do golpe contra a economia nacional, o mercado de trabalho não consegue absorver nem mesmo 10% dos jovens brasileiros por meio desta importante porta de entrada ao mundo do trabalho que é o estágio. Dados de 2018 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostraram 40,1% dos brasileiros entre 14 e 24 anos não trabalham.

Programa econômico do golpe

Há 12 anos da aprovação da lei de Estágio, que regula esta relação trabalhista, este mercado vem diminuindo. Por um lado, as empresas encolheram drasticamente seus programas e por outro, tendem a retroceder as relações trabalhistas para as anteriores à aprovação da lei, quer dizer, eliminar os direitos e as garantias que os estagiários conquistaram.

Como, por exemplo, a remuneração, a quantidade de horas (06 horas) e o período de contrato, que hoje é de até dois anos, sem renovação. Logicamente, que com a destruição da CLT, com a terceirização etc., a política de estágios não serve à burguesia golpista, a não ser sob condições extremamente penosas para os jovens.

A tendência da política golpista é restringir este mercado ao estritamente necessário, levando em consideração o novo patamar, mais baixo, da atividade econômica interna e ao mesmo tempo transformar esta relação empregatícia novamente em uma autorização para a superexploração de jovens em busca do, muitas vezes, primeiro emprego.

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