No capitalismo, salário de homens e mulheres nunca será igual

trabalhadora

De acordo com o relatório global sobre disparidade de gênero deste ano, divulgado na última terça feira, dia 18 de dezembro, homens e mulheres só se encontrarão na mesma situação econômica daqui 202 anos. O relatório, elaborado pelo Fórum Econômico mundial, leva em consideração diversos parâmetros para elaborar a avaliação e na maior parte deles as mulheres se encontra e situação muito pior em relação aos homens.

Essa projeção, que por si só é absurda, na verdade não expressa a realidade de forma objetiva. A verdade é que no mundo capitalista tal igualdade entre homens e mulheres, tanto na esfera econômica quanto politica, jamais será alcançada pois o próprio capitalismo se apoia numa exploração ainda maior das mulheres e leva adiante medidas para aprofundar essa exploração.

Além disso, toda e qualquer medida ou reforma para atenuar essa situação é sempre violentamente atacada pela direita e pelos representantes da burguesia que obtém uma parte significativa de seu capital com base na super exploração das mulheres. Por outro lado, as mulheres também sofrem com uma brutal escravização social que as coloca como um setor cada vez mais fragilizada e submetida às penúrias do capitalismo.

Vale destacar, que na atual etapa de crise do capitalismo mundial, toda e qualquer reforma que possa diminuir a distancia entre a situação econômica entre homens e mulheres sequer são possíveis, pois nessa etapa os governos dos capitalistas se coloca e situação de guerra declarada contra a casse trabalhadora não permitindo nenhuma fora de avanço nas políticas salariais ou nos direitos dos trabalhadores. Apesar do discurso demagógico da direita e de parte da esquerda pequeno burguesa, a luta das mulheres não deve ser a luta por pequenas reformas na estrutura do sistema de exploração capitalista, mas deve ser a luta pela libertação do conjunto da classe operária utilizando-se das pautas parciais (luta pelo direito ao aborto, luta por auxilio maternidade, etc.) como parte da luta geral contra o capitalismo.

Exemplos pelo mundo não faltam. É o caso do próprio Brasil que até 2016 via a distancia salarial entre homens e mulheres diminuir (ainda que de forma limitada) e viu tudo voltar trás após o Golpe de Estado de 2016, que destituiu a Presidenta Dilma Roussef, a primeira mulher eleita para o cargo.

Assim como no Brasil, vários outros países passam por processos de aprofundamento da exploração das mulheres, sendo preciso impulsionar a organização desse setor oprimido da sociedade para travar a necessária luta política pela libertação econômica e social das mulheres.