No capitalismo, negros estão sempre em posições inferiores: somente 5% ocupam cargos importantes em empresas

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No Brasil apenas 5% dos cargos de direção são ocupados por negros, segundo uma pesquisa inédita divulgada nesta semana, para avaliar o perfil da liderança em comunicação. O  levantamento realizado pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), mostra que do total de entrevistados, 81% se declararam brancos; 14%, pardos; 5%, negros; e 2%, amarelos. Dentre os participantes da avaliação, 93% se declararam como heterossexuais, enquanto 5% disseram ser homossexuais e 2%, bissexuais.

A presença das mulheres em cargos de chefias, aparece em 69% dos casos pesquisados, percentual que cai para 45% quando os cargos são de direção ou vice-presidência nas empresas onde trabalham. São Paulo abriga a maioria dessas mulhares (57%) com o total de 398 são mulheres que, embora estejam bem representadas nas empresas, percorrem um lento processo para chegarem aos cargos de direção.

O estudo retrata a falta de oportunidades de negros e mulheres que vão além da sua pouca representatividade em cargos de chefia, uma utopia dentro do capitalismo. O regime de submissão, opressão e exploração contra os negros, assim como contra as mulheres e homossexuais, é histórico e ampliado com a criação das sociedades divididas em classes. Para acabar com isso, em uma fase do capitalismo de completa degeneração (o imperialismo), ainda mais num país atrasado como o Brasil, os negros precisam se juntar às massas operárias (sendo eles mesmos a maior parte da classe operária), assim como as mulheres e LGBTs, para fazer a revolução que garante seus direitos democráticos e coloque o poder na mão dos trabalhadores, porque a burguesia nada fará para eles.