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Trabalhadores são resgatados da escravidão em SC
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Trabalhador em lavoura de Cebola | AFT

“Eu quero os meus dez que comprei” foi a primeira frase proferida por um dos fazendeiros para trabalhadores que viajaram do Maranhão para trabalhar em Santa Catarina. Os fazendeiros esperavam para levá-los às fazendas da região para trabalharem em lavouras.

Uma operação feita pela Divisão de Erradicação do Trabalho Escravo do Ministério da Economia resgatou nove pessoas da escravidão em uma plantação de cebolas em Ituporanga, interior de Santa Catarina.

Foram cinco trabalhadores, de um total de 46, que acreditaram em um anúncio de bom serviço e remuneração realizado em Timbiras, no Maranhão. Todos, após pagarem R$50,00 pela garantia do serviço, deslocaram-se por seis dias, de ônibus, até Santa Catarina.

Ao chegar na cidade, os fazendeiros os esperavam.

O caso se tornou conhecido pois um dos resgatados conseguiu manter contato com sua mãe por mensagens, que preocupada, acionou a Rede de Ação Integrada de Combate à Escravidão e com isso a Comissão Pastoral da Terra (CPT) abriu uma denúncia na Divisão de Erradicação do Trabalho Escravo.

Infelizmente, apenas cinco dos nove resgatados faziam parte dos 46 trabalhadores do Maranhão. Os demais não foram encontrados. Com a notícia do resgate na cidade os fazendeiros trataram de retirar os trabalhadores das fazendas, escondê-los para evitar um possível resgate.

Segundo os resgatados, despesas com alimentação e a viagem se tornaram dívidas para serem descontadas dos salários de cada um. O alojamento era extremamente precário, em uma casa caindo aos pedaços, como uma senzala, com trabalhadores dormindo no chão, sem proteção, sem cobertores, em um frio de 2º graus.

Não é a primeira vez que trabalhadores em situação de escravidão são resgatados nesta região. Em semanas anteriores, 18 trabalhadores trazidos do Ceará também foram resgatados por operações similares.

Na atual situação do golpe de Estado, com os golpistas, como Bolsonaro no poder, esse tipo de casos só tende a crescer. Os tradicionais defensores da escravidão de todo o povo brasileiro estarem nos cargos oficiais representa uma espécie de carta branca para que os latifundiários barbarizem. Dia após dia atacam todos os direitos democráticos dos trabalhadores. Querem deixar o povo sem qualquer direito ou proteção contra os patrões.

Portanto, para lutar contra essa situação de retrocesso sem precedente, é preciso lutar contra toda a ordem vigente – trazida com o golpe de 2016 – pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas.

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