“Cancelamento” de Haddad
Expoente da esquerda tenta fazer média e acaba provocando furor indentitário
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2020.07.07 Haddad no Roda Viva
Haddad | Arquivo

A confusão política não tem tamanho na esquerda diante de casos como o jogador Robinho. A onda de “cancelamento” por parte dos grupos identitários em todo o mundo, impulsionado inclusive por setores ligados ao imperialismo, tem levado a esquerda pequena burguesa a embarcar de cabeça em mais essa onda.

Os políticos e personalidades procuram se adaptar aos novos tempos, evitando entrar no rol dos “cancelados”. Então é recomendável evitar declarações e mesmo o uso de palavras que podem provocar um furor dos grupos identitários.

Recentemente, políticos que procuram se apresentar “politicamente corretos” como o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) tentou fazer demagogia com a questão do Robinho, e para sua infelicidade não adiantou, sendo ele mesmo alvo dos identitários. Isso devido um gracejo sobre a questão, que entrou no rol do que deve ser cancelado.

Nas redes sociais, Haddad teria feito o seguinte comentário ” Tem Casa Grande que vale a pena”, em referência aos comentários do ex-jogador Casa Grande na Globo sobre o caso Robinho. A globo tem aproveitado a polêmica do caso Robinho para mais uma vez defender o aumento da repressão do encarceramento do povo, sendo que Casa Grande, como ex-membro da Democracia Corintiana, tem sido porta voz dessa campanha.

O trocadilho de Haddad com o termo Casa Grande é uma tentativa de apoiar a campanha da Globo, mas acabou por detonar o seu “ cancelamento” por identitários, que chegaram a classificar o ex-candidato à Presidência da República como “ escravagista” por usar o termo Casa Grande.

Evidentemente, não é preciso levar em consideração às críticas contra a piada de Haddad, que não tem nada demais. Isso tudo só mostra que esse negócio de cancelamento é uma política irracional, guiado por uma histeria.

Sendo que essa “cultura de cancelamento “ é uma ideologia sem competência e sem princípios, em que cada um defende o interesse de seu grupinho particular, levando ao estabelecimento do cerceamento contra qualquer um que não se enquadre no grupinho especifico. Essa onda de “cancelamento” não tem a ver com a luta dos oprimidos, não diz respeito à mobilização dos negros, mulheres e LGBT, mas usa dessas “temáticas” para impor censura.

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