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Da Redação – Na última terça-feira (18), milhares de nicaraguenses saíram às ruas da capital Manágua em uma nova manifestação popular contra o golpe de Estado levado a cabo pela direita da Nicarágua e do imperialismo desde abril.

Movimentos sociais, partidos políticos, trabalhadores, camponeses, estudantes e militantes da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) encheram as ruas da cidade, com bandeiras da Nicarágua e da FSLN, demonstrando o repúdio da população contra a direita golpista.

Desde o mês de abril uma desestabilização golpista tem tomado conta do país centro-americano. O mote foi a proposta de uma reforma da previdência por parte do governo sandinista de Daniel Ortega, pressionado pela burguesia e pelo imperialismo, ao conciliar os interesses dos patrões com os dos trabalhadores. Entretanto, mesmo após a derrogação da reforma por Ortega, os protestos coxinhas continuaram e se intensificaram, exigindo a renúncia de Ortega.

As desculpas da direita passaram a ser as mesmas que as da direita brasileira quando deram o golpe na ex-presidenta Dilma Rousseff (PT). Afirmam que Ortega é corrupto, juntamente com todo o regime que chegou ao poder e tem sido reeleito pelo voto popular.

Com atos da pequena-burguesia direitista, convocados e organizados por ativistas ligados diretamente ao imperialismo, buscou-se criar um ambiente de alegado apoio popular à oposição golpista. Os enfrentamentos com as forças policiais do governo, muitas vezes provocados pelos próprios agentes do imperialismo armados em meio aos protestos, reforçaram a campanha da imprensa internacional contra a “ditadura” de Ortega. Mais tarde, foi revelado que grande parte dos mortos era militantes ou simpatizantes do governo, policiais ou transeuntes, além de pessoas em seus bairros assassinadas a mando da direita.

Devido à mobilização popular convocada pelo governo, a direita e o imperialismo estão sendo derrotados na Nicarágua, mesmo com a continuação de algumas atividades golpistas e notícias negativas e falas difundidas pela imprensa imperialista.

O governo de Ortega e a esquerda e os trabalhadores da Nicarágua perceberam que somente com um enfrentamento nas ruas contra a direita pró-imperialista, a exemplo do ocorrido na Venezuela, é possível derrotar um golpe de Estado que destrua os direitos do povo e entregue o país ao imperialismo. A esquerda brasileira precisa seguir o mesmo caminho, pois só a ampla mobilização revolucionária dos trabalhadores poderá derrotar o golpe, libertar Lula e colocar a direita e a burguesa pró-imperialista contra a parede.

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