Joia do país do futebol
Os monopólios da imprensa procuram relativizar e até negar a superioridade do craque brasileiro, que disputa a mais importante competição interclubes européia.
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Apesar da intensa campanha contra, Neymar segue sendo idolatrado pelos amantes do futebol. | Foto: Lucas Figueiredo/CBF

PSG e Bayern de Munique se enfrentam neste domingo na final da Liga dos Campeões da UEFA. Equipes milionárias e recheadas de craques de vários lugares do mundo, onde se destacam Neymar pelo time francês e Lewandowski pelo alemão.

O brasileiro Neymar, mesmo sendo preterido nas premiações de melhor do mundo pela europeia FIFA, tem futebol de sobra para superar qualquer competidor. Além dos famosos dribles, chuta bem com as duas pernas, cabeceia bem, cobra faltas com precisão e dá assistências impressionantes. Mas além de enfrentar os interesses estrangeiros, o craque sofre uma persistente campanha de depreciação na mídia burguesa nacional. E é claro, não podemos esquecer que a esquerda pequeno-burguesa sempre morde a isca.

A boa fase do Polaco Lewandowski, baseada meramente em números, estimulou comparações mundo afora sobre quem seria o melhor na temporada. Vários sites nacionais apareceram com estatísticas e até algoritmos para explicar porque Neymar perderia para o jogador do time alemão. Ainda bem que o futebol é jogado por pessoas e toda essa parafernalha matemática, no final das contas, não entra em campo.

O jornalista esportivo Mauro Cezar Pereira, fiel defensor do futebol europeu em detrimento do nacional, apresentou um argumento absurdo para promover sua tese de que os brasileiros não deveriam clamar por Neymar como o melhor do mundo. Segundo ele, se Lewandowski fosse brasileiro a insistência em declararmos Neymar como o melhor do mundo cairia por terra.

Vale analisar a estratégia desse jornalista, que começa sua coluna justamente tentando relativizar a importância do título individual dado pela FIFA. Segundo ele, o prêmio coletivo seria mais importante. Até aí, isso não diz nada, pois a conquista coletiva em geral serve como trampolim para a premiação individual. Quem não se lembra da medíocre premiação de “melhor do mundo” de 2006, quando o capitão da seleção Itália vencedora da Copa do Mundo, o zagueiro Cannavaro, levou o prêmio.

Em seguida, a argumentação dá outra pirueta e ele apresenta um “melhor do mundo” alternativo, o belga De Bruyne, que segundo Mauro joga no campeonato mais difícil do planeta, o inglês. Isso pode ser verdade para quem considera que o planeta futebol orbita em torno da Europa, mas quem acompanha as Séries A, B, C e até D do Campeonato Brasileiro não engole essa retórica. É impressionante, ou nem tanto, essa capacidade de fechar os olhos para o melhor futebol do mundo.

Quem não se envolve com as milhares de facetas do futebol nacional, que não a toa é pentacampeão mundial, não consegue entender porque os brasileiros clamam pelo reconhecimento da superioridade de Neymar nessa comparação. Essa defesa vai além de um jogador específico e busca em sua essência o reconhecimento do futebol brasileiro como o melhor do mundo.

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