Rei do futebol
A lenda do futebol ganha mais uma homenagem e terá sua trajetória recordada em documentário inédito.
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Pelé não é um político profissional. É "apenas" o maior jogador de futebol da história. | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil.
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Pelé não é um político profissional. É "apenas" o maior jogador de futebol da história. | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil.

Foi anunciado na última quinta-feira o lançamento de um documentário em homenagem a Pelé. Produzido pelo cineasta vencedor do Oscar Kevin Macdonald e dirigido pela dupla David Tryhorn e Ben Nicholas, “Pelé” será lançado na plataforma Netflix em 23 de fevereiro.

Pelé completou 80 anos de vida em outubro de 2020 e o maior atleta do século XX vem recebendo uma série de homenagens. A trajetória do Rei foi estampada numa enorme quantidade de veículos de imprensa, enquanto as exaltações por parte dos profissionais do futebol dominaram as redes sociais.

A proposta do novo documentário é mesclar entrevistas exclusivas com as famosos registros de Pelé e entrevistas com aqueles que vivenciaram o futebol do craque de perto, como Zagallo, Jairzinho, Amarildo e Rivellino. O desempenho do craque nas Copas do Mundo obviamente será um dos destaques. Da primeira participação aos 17 anos na Suécia em 1958, quando despontou como jovem promissor até sua coroação definitiva no México em 1970. Vários de seus recordes seguem imbatíveis há décadas.

A amplitude do impacto mundial de Pelé ultrapassa o campo esportivo e gerou uma curiosa homenagem em 2019 e que vem sendo muito difundida há algumas semanas. Durante a gravação do podcast Hotboxin’ with Mike Tyson, a lenda do boxe trocou impressões sobre Pelé com o rapper Snoop Dogg. Dois negros estadunidenses que conquistaram a duras penas a fama em nível mundial compartilharam sua admiração ao tamanho da fama mundial do craque brasileiro.

Uma colocação chamou bastante a atenção, a comparação entre Pelé e Muhammad Ali. Muitos detratores da figura de Pelé tentam diminuir a importância do protagonismo do brasileiro no esporte mais popular do mundo pela falta de posicionamentos políticos progressistas do ex-jogador. A falha dessa análise está em ignorar a área de atuação de um jogador de futebol.

Como exemplo, observamos diante do golpe de estado de 2016 uma série de esquerdistas profissionais adotando políticas incrivelmente confusas e que inclusive contribuíram para facilitar o processo. Esses mesmos “gênios” tentam convencer que uma pessoa nascida na pobreza e alçada ao estrelato antes da maioridade deveria ter uma clareza política que nem eles têm.

No final das contas, o que fica para a história é que o maior atleta de todos os tempos é brasileiro, negro e símbolo da cultura popular dos oprimidos. Esses são fatos e merecem sua devida valorização. A fato de sua figura não ter sido secundarizada com sucesso pelo imperialismo europeu mostra a imponência do seu legado.

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