Luta pela terra
Em vez de lutar contra o governo Bolsonaro, foi lançada uma solução “revolucionária” para a reforma agrária: o finapop.
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MST é o alvo principal dos latifundiários | Imagem: reprodução

Recentemente foi lançado com enorme entusiasmo pela Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) e o ex-economista dos banqueiros e empresário Eduardo chamado de Financiamento Popular (Finapop).

Segundo as informações o Finapop seria fundo gerenciado em parceria entre cooperativas do MST e uma corretora de investimentos que buscará pequenos investidores para aplicar em cooperativas dos assentamentos rurais.

A ideia proposta pelo economista Eduardo Moreira é inspirada em um banco holandês chamado Triodos, fundada em 1980, que tem como foco projetos sustentáveis. Mas independente do tipo de investimento é uma operação do mercado financeiro que somente visa o lucro.

Apesar de ser uma iniciativa de captação de recursos para as cooperativas da reforma agrária não devemos semear a ilusão para resolver os problemas minimamente da reforma agrária sem observarmos o momento em que vivemos.

A justificativa é o governo golpista de Jair Bolsonaro que está totalmente contrário a reforma agrária e atacou duramente os assentamentos e acampamentos. Colocou em marcha um plano de privatização de assentamentos, corte de recursos para financiamento da agricultura familiar e de assistência técnica e de desenvolvimento dos assentamentos. Com isso, a saída apresentada pelo economista e de maneira entusiástica pela direção do MST seria não lutar contra o governo e lutar pelos recursos públicos e sim buscar recursos no mercado financeiro.

Em primeiro lugar, estamos dentro de uma crise econômica global agravada ainda mais pela pandemia que está levando um enorme retrocesso econômico e está levando a uma retração econômica e levando a uma derrocada dentro de empresas e, em especial bancos.

Em segundo lugar não devemos apresentar como uma saída que não é uma verdadeira saída: o mercado financeiro. A situação política é crítica, mas não devemos propagandear soluções dentro do sistema capitalista para a reforma agrária e ainda mais de instituições bancárias, mesmo com esse discurso ético e solidários que no fundo é o mercado financeiro.

A saída para a reforma agrária e os agricultores familiares não é soluções mágicas para o mercado financeiro apresentado por em ex-golpista “arrependido”. As direções devem mobilizar para enfrentar o governo da direita bolsonarista e garantir que haja a derrubada de Bolsonaro, pois este vai atacar duramente os assentamentos independente de onde vão obter os recursos.

É preciso deixar essas opções que não levam a lugar algum e coloquem a derrubada do governo Bolsonaro para a solução da reforma agrária.

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